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Homem de 66 anos relata falta de ar progressiva e crescente ...

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Q4155403 Medicina
Homem de 66 anos relata falta de ar progressiva e crescente nos últimos 2 anos. Recentemente, tem tido problemas para trabalhar, pois tem diminuído a resistência para qualquer atividade física. A radiografia de tórax demonstra faveolamento pulmonar. A prova de função pulmonar mostra: diminuição da capacidade vital e da difusão; redução dos volumes pulmonares totais; a relação entre volume expiratório forçado em 1 segundo e capacidade vital forçada (VEF1/CVF) é normal.

Nesse paciente, o diagnóstico mais provável é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado descreve homem de 66 anos com dispneia progressiva, faveolamento pulmonar e padrão funcional restritivo com redução da difusão e relação VEF1/CVF normal; esse conjunto é típico de fibrose pulmonar idiopática e afasta DPOC, que teria padrão obstrutivo.

Tema central: Fibrose pulmonar idiopática
Análise das alternativas
A
Errada
Pneumonite por hipersensibilidade depende de contexto de exposição antigênica para sustentar o diagnóstico, e esse dado-chave não aparece no enunciado. Embora formas crônicas possam cursar com fibrose, o perfil global descrito — homem idoso, dispneia progressiva e faveolamento — é mais típico de fibrose pulmonar idiopática.
B
Errada
Pneumonite intersticial descamativa tem forte associação com tabagismo, costuma ocorrer em pacientes mais jovens e geralmente apresenta predomínio de vidro fosco, não faveolamento como dado principal. O fenótipo clínico-radiológico fornecido favorece mais IPF do que DIP.
C
Errada
Pneumonite intersticial inespecífica costuma ter mais vidro fosco e reticulação, com menos faveolamento exuberante, além de associação frequente com doença do tecido conjuntivo e faixa etária relativamente mais jovem. Neste caso, o significado do faveolamento em homem idoso com evolução progressiva pesa contra NSIP e a favor de UIP/IPF.
D
Errada
DPOC é eliminada pela prova de função pulmonar. O esperado seria padrão obstrutivo, com relação VEF1/CVF reduzida e frequentemente hiperinsuflação; o enunciado mostra o oposto: volumes pulmonares reduzidos, capacidade vital diminuída, difusão baixa e relação VEF1/CVF normal, isto é, padrão restritivo. Além disso, faveolamento não é achado característico de DPOC.
E
Certa
A alternativa E integra todos os achados decisivos do caso: idade avançada, dispneia crônica progressiva, piora da tolerância ao esforço, faveolamento e distúrbio ventilatório restritivo com DLCO reduzida. Em pneumopatias intersticiais fibrosantes, espera-se redução de capacidade vital e volumes pulmonares totais com relação VEF1/CVF preservada, além de difusão reduzida por comprometimento da membrana alvéolo-capilar. O faveolamento acrescenta o dado semiológico mais forte de fibrose avançada com remodelamento arquitetural, o que favorece padrão UIP/IPF no contexto clínico apresentado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre dispneia em idoso e DPOC, mas a espirometria mostra restrição, não obstrução; além disso, o faveolamento deve ser valorizado como marcador de fibrose pulmonar avançada.
Dica para questões semelhantes
  • Se a relação VEF1/CVF está normal e os volumes pulmonares estão reduzidos, pense primeiro em padrão restritivo, não obstrutivo.
  • Associe DLCO reduzida e faveolamento a doença intersticial fibrótica com destruição arquitetural pulmonar.
  • Entre as pneumonias intersticiais, idade avançada, sexo masculino e dispneia progressiva favorecem fibrose pulmonar idiopática no contexto adequado.
  • Não feche pneumonite por hipersensibilidade sem dado de exposição causal no enunciado.

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