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Mulher 27 anos retorna ao serviço de saúde com queixas cons...

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Q4155395 Medicina
Mulher 27 anos retorna ao serviço de saúde com queixas constantes de gotejamento pós-nasal, congestão e pressão facial nas últimas 6 semanas. Ela recebeu 2 ciclos de terapia antibiótica com amoxicilina-clavulonato e azitromicina, mas seus sintomas persistiram. Ela está afebril e, de resto, parece bem.

Qual das seguintes opções é a conduta mais adequada neste momento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Rinossinusite persistente por 6 semanas, sem toxicidade e sem resposta a dois antibióticos, deve ser reavaliada com tomografia dos seios da face, que é o exame de escolha na doença persistente/refratária.

Tema central: Rinossinusite persistente refratária
Análise das alternativas
A
Certa
A tomografia dos seios da face é a conduta correta porque este caso já saiu da fase de nova tentativa empírica simples. A persistência dos sintomas após dois esquemas antibióticos reduz a utilidade de trocar novamente o antimicrobiano sem reavaliar diagnóstico, extensão do acometimento e fatores anatômicos. A TC é o método preferido para confirmar doença sinusal, avaliar opacificação, espessamento mucoso, níveis líquidos, óstios e anatomia sinonasal, além de orientar eventual manejo especializado subsequente.
B
Errada
Encaminhar diretamente para drenagem sinusal antecipa uma intervenção invasiva sem o contexto que a justifique. A paciente está afebril, em bom estado geral e sem sinais orbitários, neurológicos ou de toxemia; portanto, não há indicação de procedimento imediato. Na falha terapêutica sem complicação, primeiro se faz avaliação objetiva/anatômica, e não drenagem automática.
C
Errada
Prescrever cefuroxima mantém uma sequência de antibioticoterapia cega após falha de dois esquemas prévios. O problema médico aqui não é provar que a cefuroxima nunca funcione, e sim que repetir empiricamente outro antibiótico sem reavaliar o diagnóstico, a extensão da doença e possíveis fatores anatômicos é a próxima conduta inadequada neste cenário.
D
Errada
A ressonância magnética não é o exame de rotina para rinossinusite persistente não complicada. Seu papel principal é em suspeita de complicações orbitárias ou intracranianas, ou de neoplasia; como o caso descreve paciente estável, sem sinais de complicação, a RM não é o exame inicial de escolha, e a TC é a opção adequada.
E
Errada
Radiografias simples dos seios da face têm baixo valor diagnóstico nessa situação, com menor sensibilidade e especificidade para doença persistente/refratária. Elas não caracterizam adequadamente a anatomia sinonasal nem têm a acurácia necessária para essa tomada de decisão, tendo sido substituídas pela tomografia.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de continuar tratando como 'mais uma sinusite' com outro antibiótico ou de escolher um exame 'mais sofisticado' como RM. O ponto decisivo real é a falha de dois tratamentos em quadro persistente sem complicação, o que desloca a conduta para TC, não para nova terapia empírica nem para procedimento invasivo.
Dica para questões semelhantes
  • Persistência de sintomas sinonasais após tratamento empírico desloca o raciocínio de 'trocar antibiótico' para reavaliar objetivamente a doença.
  • Em rinossinusite persistente ou refratária sem complicações, o exame de imagem de escolha é a tomografia dos seios da face.
  • RM fica reservada quando o problema central é parte mole, complicação orbitária/intracraniana ou neoplasia, e não para sinusite não complicada de rotina.
  • Falha terapêutica isolada não indica drenagem imediata em paciente estável; procedimento invasivo pede melhor caracterização prévia.

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