Atresias jejunoileais são as atresias mais comuns do trato ...
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Tema central: Atresia jejunoileal e sua classificação (Louw-Barnard). Trata-se de malformações do intestino delgado, geralmente por acidente vascular mesentérico intrauterino. A identificação do tipo anatômico orienta conduta e prognóstico.
Alternativa correta: B — Tipo IIIb (apple peel): caracteriza-se por deformidade em “casca de maçã”, com ausência/hipoplasia da artéria mesentérica superior distal e grande defeito mesentérico. O intestino distal é curto e se enrola em espiral ao redor de uma única artéria marginal proveniente de ramos ileocólicos, conferindo o aspecto típico. Implica alto risco de síndrome do intestino curto e necessidade de suporte nutricional. Essa morfologia decorre de isquemia fetal extensa do mesentério proximal. Referências: UpToDate (Intestinal atresia in the newborn), Ashcraft’s Pediatric Surgery, Nelson Textbook of Pediatrics.
Por que as demais estão incorretas?
- A — “Múltiplos segmentos de atresia” (string of sausages) define o tipo IV, com várias atresias ao longo do jejuno/íleo, não a forma “apple peel”.
- C — “Diafragma mucoso (membrana)” corresponde ao tipo I, em que há membrana intraluminal com continuidade seromuscular preservada.
- D — “Cordão fibroso ligando duas extremidades cegas com mesentério intacto” é o tipo II.
- E — “Separação completa das extremidades com lacuna mesentérica em ‘V’” descreve o tipo IIIa (defeito mesentérico em V), e não o IIIb.
Estratégia de prova:
- Associe IIIb = apple peel = ausência distal da AMS + intestino curto em espiral.
- IIIa = lacuna em “V”; II = cordão fibroso; I = membrana; IV = múltiplas atresias.
Clínica e diagnóstico (resumo): Recém-nascido com vômitos biliosos e distensão (mais evidente quanto mais distal a lesão). RX de abdome: múltiplos níveis hidroaéreos; enema opaco pode mostrar microcólon em atresia ileal. A forma IIIb sugere maior comprometimento de comprimento intestinal. (UpToDate; Nelson).
Tratamento (conduta padrão): Estabilização (SNG, reposição, antibiótico profilático) e cirurgia com ressecção do segmento inviável e anastomose primária quando possível. No IIIb, avaliar discrepância de calibres, necessidade de tapering e suporte nutricional prolongado; risco de intestino curto (Ashcraft’s).
Referências essenciais: UpToDate – Intestinal atresia in the newborn; Ashcraft’s Pediatric Surgery; Nelson Textbook of Pediatrics.
Gabarito: B
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