A disfunção do esfíncter de Oddi (DEO) ocorre devido a uma ...
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A questão aborda o tema da disfunção do esfíncter de Oddi (DEO), que é uma condição relacionada a uma alteração funcional ou estrutural do esfíncter de Oddi, uma importante estrutura que regula o fluxo de bile e suco pancreático para o duodeno. A DEO é suspeitada clinicamente quando há sintomas como dor biliar e aumento do diâmetro do ducto biliar comum.
Vamos analisar as alternativas fornecidas:
Alternativa D - Correta: A esfincteroplastia transduodenal e a papilotomia endoscópica são citadas como alternativas terapêuticas com resultados equivalentes. Ambas as abordagens são reconhecidas na prática clínica para o tratamento da DEO. A papilotomia endoscópica é frequentemente utilizada como procedimento de escolha devido à sua natureza menos invasiva e bons resultados terapêuticos, enquanto a esfincteroplastia transduodenal é uma opção cirúrgica mais invasiva.
Alternativa A - Incorreta: A afirmação de que o ducto biliar diminui em resposta à colecistoquinina está incorreta. A colecistoquinina (CCK) faz com que a vesícula biliar se contraia, mas não está diretamente relacionada a uma diminuição do diâmetro do ducto biliar. Além disso, a secretina não causa redução do ducto pancreático; ao contrário, ela estimula a secreção de bicarbonato pelo pâncreas.
Alternativa B - Incorreta: A afirmação acerca das pressões esfincterianas superiores a 60 mmHg predizendo boa resposta ao tratamento não é precisa. Pressões elevadas no esfíncter de Oddi são indicativas de obstrução funcional, mas não necessariamente de uma boa resposta ao tratamento. O manejo deve ser baseado em uma avaliação completa e individualizada do paciente.
Alternativa C - Incorreta: A presença de fibrose e pressão esfincteriana elevada não exclui o diagnóstico de DEO. Pelo contrário, essas condições podem ser indicativas de DEO, pois a fibrose pode causar disfunção esfincteriana.
Alternativa E - Incorreta: A recomendação de duodenectomia com ressecção do colédoco distal e anastomose bílio-digestiva é um procedimento cirúrgico extenso e não é considerado um tratamento padrão para a DEO. Tal abordagem seria mais apropriada em casos de complicações graves ou outras condições que justifiquem uma intervenção desse porte.
No contexto da disfunção do esfíncter de Oddi, é essencial utilizar métodos diagnósticos adequados, como a manometria do esfíncter de Oddi, e considerar intervenções terapêuticas menos invasivas, como a papilotomia endoscópica, de acordo com as diretrizes atuais.
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