São achados da manometria de alta resolução (MAR) na acalas...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco aqui é a interpretação da manometria de alta resolução (MAR) em casos de acalasia tipo II, com base nos critérios da Classificação de Chicago. Essa avaliação é essencial para diferenciar distúrbios motores esofágicos e determinar condutas seguras e eficazes.
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está de acordo com os critérios de Chicago para acalasia tipo II, que envolve:
- PRI média > 15 mmHg — A pressão de relaxamento integrada (PRI) elevada indica um relaxamento insuficiente do esfíncter esofágico inferior, achado clássico das três formas de acalasia.
- Peristaltismo 100% ausente — Ausência total de contrações peristálticas no esôfago, característica fundamental de acalasia.
- Pressurização panesofágica em ≥ 20% das deglutições — Essa é a marca diagnóstica da acalasia tipo II: ocorre aumento de pressão uniforme em todo o corpo esofágico durante pelo menos 20% das deglutições.
Segundo a Classificação de Chicago 4.0: “A presença de pressurização panesofágica em pelo menos 20% das deglutições distingue a acalasia tipo II dos outros subtipos”.
Análise das alternativas incorretas:
- A: PRI média normal com peristaltismo ausente não caracteriza acalasia — a PRI costuma estar elevada.
- B: Deglutições ineficazes (>50%) relacionam-se mais a distúrbio motor ineficaz, não à acalasia.
- D: Contrações espásticas e peristaltismo normal são típicos de distúrbios espásticos do esôfago (ex: espasmo esofágico difuso), não da acalasia tipo II.
- E: PRI normal com contrações prematuras ocorre na acinesia esofágica ou na esofagite eosinofílica, e não na acalasia tipo II.
Dicas de prova: Atenção a termos como “normal” referentes à PRI – raramente são compatíveis com acalasia. O enunciado enfatiza critérios quantitativos (≥ 20%), que são cobranças frequentes em provas.
Referências oficiais: Conforme destacado na Classificação de Chicago 4.0, na literatura médica consagrada (ex: UpToDate, Harrison’s), e também em consensos da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva.
Lembre-se: A base para o diagnóstico de acalasia tipo II é a tríade: PRI elevada, ausência peristáltica e pressurização panesofágica ≥ 20%.
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