São achados da manometria de alta resolução (MAR) na acalas...

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Q3255391 Medicina
São achados da manometria de alta resolução (MAR) na acalasia do tipo II, segundo os critérios de Chicago (considere PRI = pressão de relaxamento integrada):
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Tema central da questão: O foco aqui é a interpretação da manometria de alta resolução (MAR) em casos de acalasia tipo II, com base nos critérios da Classificação de Chicago. Essa avaliação é essencial para diferenciar distúrbios motores esofágicos e determinar condutas seguras e eficazes.

Justificativa da alternativa correta (C):

A alternativa C está de acordo com os critérios de Chicago para acalasia tipo II, que envolve:

  • PRI média > 15 mmHg — A pressão de relaxamento integrada (PRI) elevada indica um relaxamento insuficiente do esfíncter esofágico inferior, achado clássico das três formas de acalasia.
  • Peristaltismo 100% ausente — Ausência total de contrações peristálticas no esôfago, característica fundamental de acalasia.
  • Pressurização panesofágica em ≥ 20% das deglutições — Essa é a marca diagnóstica da acalasia tipo II: ocorre aumento de pressão uniforme em todo o corpo esofágico durante pelo menos 20% das deglutições.

Segundo a Classificação de Chicago 4.0: “A presença de pressurização panesofágica em pelo menos 20% das deglutições distingue a acalasia tipo II dos outros subtipos”.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: PRI média normal com peristaltismo ausente não caracteriza acalasia — a PRI costuma estar elevada.
  • B: Deglutições ineficazes (>50%) relacionam-se mais a distúrbio motor ineficaz, não à acalasia.
  • D: Contrações espásticas e peristaltismo normal são típicos de distúrbios espásticos do esôfago (ex: espasmo esofágico difuso), não da acalasia tipo II.
  • E: PRI normal com contrações prematuras ocorre na acinesia esofágica ou na esofagite eosinofílica, e não na acalasia tipo II.

Dicas de prova: Atenção a termos como “normal” referentes à PRI – raramente são compatíveis com acalasia. O enunciado enfatiza critérios quantitativos (≥ 20%), que são cobranças frequentes em provas.

Referências oficiais: Conforme destacado na Classificação de Chicago 4.0, na literatura médica consagrada (ex: UpToDate, Harrison’s), e também em consensos da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva.

Lembre-se: A base para o diagnóstico de acalasia tipo II é a tríade: PRI elevada, ausência peristáltica e pressurização panesofágica ≥ 20%.

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