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Q2471323 Medicina
Você é chamado pelo residente para avaliar um paciente do sexo feminino com 7 anos que está internada na enfermaria, apresentando piora clínica. Você não sabe o motivo da internação e quando chega ao leito, a criança já está monitorizada. Ela está sonolenta. FC de 52bpm. PA: 70/40 mmHg. Pulsos finos.
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Tema central: Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) aplicado à bradicardia com instabilidade hemodinâmica. Em crianças, bradicardia grave costuma ser secundária à hipóxia; por isso, a primeira ação é corrigir via aérea e ventilação.

Alternativa correta: A – Abertura da via aérea, adequada ventilação e oxigenação.

Justificativa: Diante de criança sonolenta, com FC 52 bpm, hipotensão e pulsos finos, a prioridade é o ABC. Pela diretriz da AHA/PALS (2020 e atualizações), em bradicardia pediátrica com sinais de má perfusão, a primeira intervenção é fornecer oxigênio a 100% e garantir ventilação eficaz (máscara-válvula-bolsa se necessário). Muitas vezes a FC melhora apenas com a correção da hipóxia. Se após ~30 segundos de ventilação adequada a FC permanecer < 60 bpm com má perfusão, então evolui-se para compressões torácicas e drogas.

Raciocínio: A fisiopatologia envolve hipóxia/acidose → depressão do nó sinusal/atrito vagal → bradicardia e choque. Corrigir oxigenação interrompe esse ciclo. Referências: AHA Pediatric Advanced Life Support; UpToDate; Manual de Emergências da SBP.

Análise das alternativas incorretas

B – Iniciar RCP: A RCP não é a primeira etapa. É indicada se, após ventilação com O₂ por ~30 s, a FC mantiver < 60 bpm com sinais de má perfusão. Começar compressões antes de ventilar ignora a principal causa da bradicardia em pediatria: hipóxia (AHA/PALS).

C – Administrar epinefrina 0,01 mg/kg: A epinefrina é indicada na bradicardia refratária após oxigenação, ventilação e compressões, ou no parada. Iniciar droga antes de garantir via aérea e ventilação contraria o algoritmo PALS.

D – Administrar atropina 0,02 mg/kg: Atropina é reservada para bradicardia por aumento de tônus vagal ou bloqueio AV (p.ex., pós-cirurgia cardíaca, intoxicação por organofosforados). No contexto típico de hipóxia, não é a primeira conduta.

Estratégia para a prova: Identifique sinais de instabilidade (hipotensão, perfusão ruim) e FC baixa. Em pediatria, pense logo em hipóxia. Siga o ABC: 1) Via aérea/ventilação com O₂; 2) Reavalie FC; 3) Se < 60 bpm com má perfusão: RCP; 4) Considerar epinefrina e causas reversíveis (hipóxia, hipovolemia, H+). Pegadinha: FC < 60 pode sugerir RCP imediato, mas antes deve-se ventilar com O₂.

Principais referências: American Heart Association – Pediatric Advanced Life Support (2020 e atualizações 2024/2025); UpToDate – Pediatric bradycardia; SBP – Suporte Avançado em Emergências Pediátricas.

Gabarito: A

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Para resolver essa questão, devemos aplicar os conceitos fundamentais do atendimento pediátrico de emergência. A criança em questão apresenta sinais de comprometimento hemodinâmico e neurológico, indicados pela bradicardia (frequência cardíaca de 52bpm, que é baixa para a idade), hipotensão (pressão arterial de 70/40 mmHg) e sonolência. Neste cenário, a primeira conduta deve sempre ser assegurar as vias aéreas e a adequada oxigenação e ventilação. Isso porque a manutenção da via aérea e o suporte respiratório são essenciais para a sobrevida e devem preceder qualquer outra intervenção. A alternativa A é a correta porque, em um cenário de emergência, com uma criança com sinais vitais comprometidos, a prioridade é sempre garantir a permeabilidade das vias aéreas e que a criança esteja adequadamente oxigenada e ventilada para evitar hipóxia e suas consequências. A ressuscitação cardiopulmonar indicada na alternativa B só seria a primeira conduta se a criança estivesse em parada cardiorrespiratória, o que não é o caso descrito. As alternativas C e D envolvem administração de medicações que podem ser necessárias posteriormente, mas não antes de assegurar as vias aéreas e a respiração.

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