Sobre a hipoglicemia neonatal é CORRETO afirmar:

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Q2471317 Medicina
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Gabarito: B

Tema central: Hipoglicemia neonatal é comum em RN de risco nas primeiras horas de vida. Usa-se “limiares operacionais” para conduta: ~25–40 mg/dL nas 0–4 h e ~35–45 mg/dL nas 4–24 h, visando prevenir lesão neurológica (AAP; SBP; UpToDate).

Por que a alternativa B está correta? Condições que aumentam consumo de glicose, reduzem reservas hepáticas ou causam hiperinsulinismo transitório são fatores de risco: asfixia perinatal, sepse, hipotermia, desconforto respiratório e cardiopatias congênitas. Todas podem cursar com hipóxia/estresse, elevando o uso de glicose e a chance de hipoglicemia. Diretrizes da AAP e da SBP listam exatamente esses cenários para triagem e manejo precoce.

Análise das incorretas

A) “A causa mais comum é o hiperinsulinismo congênito.” — Incorreta. O hiperinsulinismo congênito é raro (≈1:50.000). As causas mais frequentes nas primeiras 48 h são adaptação metabólica e condições como prematuridade, RCIU/SGA, LGA/filho de mãe diabética (hiperinsulinismo transitório), além dos fatores listados na alternativa B (AAP 2011; UpToDate).

C) “Após bolus de glicose, o próximo passo é hidrocortisona EV.” — Incorreta. Conduta padrão: se sintomático ou muito baixo, fazer bolus de D10W 2 mL/kg e iniciar infusão contínua de glicose (≈4–8 mg/kg/min), ajustando a meta e rechecando a glicemia. Hidrocortisona e glucagon são adjuvantes apenas em casos refratários ou com suspeita de distúrbio endócrino (insuficiência adrenal/hiperinsulinismo persistente). Não são o passo imediatamente subsequente de rotina (SBP; UpToDate).

D) “Na hipoglicemia assintomática, iniciar fórmulas imediatamente.” — Incorreta. A primeira medida é aleitamento materno precoce e frequente. Muitos protocolos recomendam gel de glicose a 40% (200 mg/kg) bucossal associado à mamada quando os níveis estão nos limiares de intervenção. Fórmula pode ser usada se a amamentação for inadequada ou indisponível, não como regra automática (AAP; OMS; SBP).

Estratégia de prova: desconfie de “sempre/imediatamente” que exclua o aleitamento; reconheça que o hiperinsulinismo congênito é raro; após bolus, pense em infusão contínua, não em corticoide.

Resumo prático de conduta: triagem em RN de risco; se assintomático com glicemia nos limiares, mamada precoce + gel de glicose; se falha ou sintomas/valores muito baixos, D10W bolus 2 mL/kg e infusão com titulação. Investigar causas persistentes.

Referências-chave: AAP Clinical Report Postnatal Glucose Homeostasis (2011); SBP – Assistência ao RN de Risco; UpToDate – Pathogenesis, screening, and management of neonatal hypoglycemia; OMS – Cuidados pós-natais.

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A alternativa B é a correta porque contempla diversos fatores de risco associados à hipoglicemia neonatal, que é uma condição onde há uma concentração anormalmente baixa de glicose no sangue de um recém-nascido. Asfixia perinatal, sepse, hipotermia, dificuldade respiratória e cardiopatias são condições que podem afetar a regulação dos níveis de glicose no sangue, seja por aumentar o consumo de glicose, prejudicar a produção ou a liberação de glicose ou interferir nos mecanismos hormonais de regulação da glicemia. Por exemplo, a asfixia perinatal pode levar à hipoglicemia devido ao consumo aumentado de glicose pelas células sob condições de estresse. A sepse pode alterar a regulação metabólica e hormonal, afetando a homeostase da glicose. A hipotermia diminui a taxa metabólica, impactando a geração de glicose pelo fígado. Dificuldades respiratórias podem levar a um aumento no metabolismo e consumo de glicose, enquanto cardiopatias podem influenciar a circulação e o fornecimento de nutrientes, incluindo glicose. Vamos analisar rapidamente as demais alternativas: A - O hiperinsulinismo congênito é uma causa de hipoglicemia neonatal, mas não é a mais comum. A hipoglicemia neonatal frequentemente ocorre em situações de estresse ou doenças perinatais, como as mencionadas anteriormente. C - A administração de bolus de glicose é o primeiro passo no tratamento da hipoglicemia neonatal para restabelecer rapidamente os níveis normais de glicose no sangue. A hidrocortisona endovenosa não é o próximo passo padrão e é usada em situações específicas, como na insuficiência adrenal. D - Na hipoglicemia assintomática, a abordagem inicial geralmente inclui a alimentação mais frequente com leite materno ou fórmula, mas isso deve ser feito seguindo um protocolo específico e não imediatamente como regra geral. O manejo depende da avaliação clínica do recém-nascido e dos níveis glicêmicos.

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