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Q2471301 Medicina
A doença hemolítica do recém-nascido é causada por incompatibilidade sanguínea maternofetal decorrente da aloimunização por diferentes sistemas sanguíneos. As principais doenças relacionadas à doença hemolítica são incompatibilidade sanguínea materno-fetal Rh, ABO e outros sistemas de subgrupo.
Sobre a Doença hemolítica Rh, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: Doença hemolítica perinatal por incompatibilidade Rh(D), na qual IgG anti-D de mãe Rh negativa sensibilizada atravessa a placenta e causa hemólise em feto/recém-nascido Rh positivo. A profilaxia com imunoglobulina anti-D reduziu drasticamente sua incidência; hoje a incompatibilidade ABO é a causa mais comum de DHPN, geralmente mais branda.

Alternativa correta: D — Após a introdução da imunoglobulina anti-D (antenatal e pós-parto), a eritroblastose fetal por Rh caiu de forma marcante, tornando a ABO a causa mais frequente atual de doença hemolítica. Evidência sustentada por diretrizes e revisões (ACOG/UpToDate; SBP), com forte impacto em países com cobertura adequada de profilaxia.

Por que as demais estão incorretas?

A — Afirma “progressiva nas gestações subsequentes de fetos Rh negativos”. O erro é o alvo: a hemólise ocorre em fetos Rh positivos (com antígeno D). A gravidade tende a aumentar nas gestações subsequentes com fetos Rh positivos, se a mãe já está sensibilizada.

B — Diz que a destruição ocorre em fetos e recém-nascidos Rh negativos. Inversão conceitual: os anticorpos maternos anti-D atacam hemácias de fetos/recém-nascidos Rh positivos. Mãe é Rh negativa e sensibilizada.

C — Para diagnóstico pré-natal cita o Coombs direto. No pré-natal o teste correto é o Coombs indireto (pesquisa de anticorpos irregulares no soro materno). O Coombs direto aplica-se ao RN (ou ao sangue fetal) para detectar IgG aderida às hemácias.

Diagnóstico e acompanhamento (essencial para provas):
– Triagem materna: tipagem ABO/Rh e Coombs indireto (título anti-D).
– Avaliação de anemia fetal: Doppler da MCA-PSV (artéria cerebral média); se alto, suspeita-se anemia moderada/grave.
– RN: icterícia precoce, anemia, Coombs direto positivo, bilirrubina elevada.

Conduta principal:
Profilaxia anti-D: 300 µg às 28 semanas e até 72 h pós-parto se RN Rh positivo; também após eventos com hemorragia feto-materna (ajuste de dose por teste de Kleihauer-Betke).
– Feto anêmico: considerar transfusão intrauterina.
– RN: fototerapia, imunoglobulina IV em hemólise imune, e exsanguineotransfusão se refratário/gravidade.

Pegadinhas e estratégia: Atenção às palavras-chave: feto afetado é Rh positivo; pré-natal = Coombs indireto; pós-natal = Coombs direto; ABO é mais frequente, mas Rh é mais grave sem profilaxia.

Referências essenciais: SBP – Manual de Neonatologia; Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco; ACOG Practice Bulletin (Alloimmunization); UpToDate – Hemolytic disease of the fetus and newborn.

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A questão aborda a doença hemolítica do recém-nascido, uma condição clínica onde há incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, podendo levar à destruição das células vermelhas do sangue do feto. A alternativa correta é a D, que afirma que, após a introdução da imunoglobulina anti-D no manejo clínico, a incidência de eritroblastose fetal (uma manifestação severa de doença hemolítica) diminuiu drasticamente. O tratamento consiste na administração desta imunoglobulina a gestantes Rh negativo que não foram sensibilizadas, ou seja, não desenvolveram anticorpos anti-D. Isso previne a aloimunização, que acontece quando o sistema imunológico da mãe produz anticorpos contra os antígenos Rh positivos do feto, que podem ser uma ameaça em gestações futuras. Portanto, a doença hemolítica Rh tornou-se menos comum, e a incompatibilidade de grupo sanguíneo ABO passou a ser a causa mais frequente dessa condição. As outras alternativas estão incorretas porque: A) afirma que a gravidade é progressiva em gestações subsequentes com fetos Rh negativos, o que não faz sentido já que a sensibilização ocorre em relação a fetos Rh positivos; B) descreve incorretamente a direção da hemólise, pois a doença afeta fetos Rh positivos e não negativos; e C) menciona o teste de Coombs direto para diagnóstico pré-natal, o qual é usado, na verdade, para detectar anticorpos ligados às células vermelhas do sangue do próprio paciente, e não para detectar anticorpos séricos anti-D maternos.

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