A doença hemolítica do recém-nascido é causada por incompati...
Sobre a Doença hemolítica Rh, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: Doença hemolítica perinatal por incompatibilidade Rh(D), na qual IgG anti-D de mãe Rh negativa sensibilizada atravessa a placenta e causa hemólise em feto/recém-nascido Rh positivo. A profilaxia com imunoglobulina anti-D reduziu drasticamente sua incidência; hoje a incompatibilidade ABO é a causa mais comum de DHPN, geralmente mais branda.
Alternativa correta: D — Após a introdução da imunoglobulina anti-D (antenatal e pós-parto), a eritroblastose fetal por Rh caiu de forma marcante, tornando a ABO a causa mais frequente atual de doença hemolítica. Evidência sustentada por diretrizes e revisões (ACOG/UpToDate; SBP), com forte impacto em países com cobertura adequada de profilaxia.
Por que as demais estão incorretas?
A — Afirma “progressiva nas gestações subsequentes de fetos Rh negativos”. O erro é o alvo: a hemólise ocorre em fetos Rh positivos (com antígeno D). A gravidade tende a aumentar nas gestações subsequentes com fetos Rh positivos, se a mãe já está sensibilizada.
B — Diz que a destruição ocorre em fetos e recém-nascidos Rh negativos. Inversão conceitual: os anticorpos maternos anti-D atacam hemácias de fetos/recém-nascidos Rh positivos. Mãe é Rh negativa e sensibilizada.
C — Para diagnóstico pré-natal cita o Coombs direto. No pré-natal o teste correto é o Coombs indireto (pesquisa de anticorpos irregulares no soro materno). O Coombs direto aplica-se ao RN (ou ao sangue fetal) para detectar IgG aderida às hemácias.
Diagnóstico e acompanhamento (essencial para provas):
– Triagem materna: tipagem ABO/Rh e Coombs indireto (título anti-D).
– Avaliação de anemia fetal: Doppler da MCA-PSV (artéria cerebral média); se alto, suspeita-se anemia moderada/grave.
– RN: icterícia precoce, anemia, Coombs direto positivo, bilirrubina elevada.
Conduta principal:
– Profilaxia anti-D: 300 µg às 28 semanas e até 72 h pós-parto se RN Rh positivo; também após eventos com hemorragia feto-materna (ajuste de dose por teste de Kleihauer-Betke).
– Feto anêmico: considerar transfusão intrauterina.
– RN: fototerapia, imunoglobulina IV em hemólise imune, e exsanguineotransfusão se refratário/gravidade.
Pegadinhas e estratégia: Atenção às palavras-chave: feto afetado é Rh positivo; pré-natal = Coombs indireto; pós-natal = Coombs direto; ABO é mais frequente, mas Rh é mais grave sem profilaxia.
Referências essenciais: SBP – Manual de Neonatologia; Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco; ACOG Practice Bulletin (Alloimmunization); UpToDate – Hemolytic disease of the fetus and newborn.
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