Sobre a Taquipneia Transitória do Recém Nascido (TTRN), assi...
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A questão aborda a Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN), que é uma condição comum em recém-nascidos, caracterizada por uma respiração rápida e superficial logo após o nascimento. Essa condição ocorre devido ao atraso na reabsorção do fluido pulmonar fetal, que é mais frequente em partos por cesárea sem trabalho de parto.
Vamos analisar as alternativas:
Alternativa A: "O tratamento inicial prevê suporte ventilatório, sendo comum a necessidade de ventilação mecânica invasiva." Esta alternativa está incorreta. Na TTRN, o manejo geralmente é de suporte, com administração de oxigênio suplementar, caso necessário, mas raramente requer ventilação mecânica invasiva. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente em 24 a 72 horas. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a ventilação mecânica invasiva não é um tratamento comum para TTRN.
Alternativa B: "São fatores de risco: cesárea eletiva sem trabalho de parto, diabetes materno, sedação materna, entre outros." Esta é a alternativa correta. A TTRN está associada a fatores que impedem a expulsão do líquido pulmonar, como cesárea eletiva sem trabalho de parto, devido à ausência de catecolaminas liberadas durante o trabalho de parto que auxiliam na absorção do fluido pulmonar. Diabetes materno e sedação materna também são fatores de risco conhecidos.
Alternativa C: "Estudos mostraram que a furosemida diminui o tempo de internação, o que justificaria seu uso." Esta alternativa está incorreta. Não há evidências suficientes de que a furosemida, um diurético, diminua o tempo de internação em casos de TTRN. O uso de diuréticos não faz parte do manejo padrão desta condição, conforme diretrizes pediátricas.
Alternativa D: "Na abordagem inicial deve ser solicitado hemograma completo, hemocultura e proteína C reativa, uma vez que o principal diagnóstico diferencial é a sepse neonatal precoce." Embora a sepse neonatal seja um diagnóstico diferencial importante a ser considerado, a TTRN é geralmente diagnosticada com base na história clínica e exame físico, e exames laboratoriais são reservados para casos em que há suspeita clínica de infecção.
Ao abordar questões sobre TTRN, é crucial entender os fatores de risco e o manejo esperado, que é principalmente de suporte. Identificar corretamente as condições que podem imitar a TTRN, como a sepse neonatal, também é essencial para o raciocínio clínico.
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