Sobre a Bronquiolite Viral Aguda, são critérios de internaçã...
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Tema central: Bronquiolite Viral Aguda (BVA) e critérios de internação. A BVA é uma infecção viral do lactente (geralmente pelo VSR) com inflamação e obstrução de pequenas vias aéreas, levando a taquipneia, sibilos, esforço respiratório e, nos menores, apneia. O diagnóstico é clínico; exames complementares são raramente necessários.
Alternativa correta (EXCETO): A – Idade menor que 3 meses. Justificativa: idade <3 meses é fator de risco para evolução desfavorável, não um critério absoluto de internação. Deve-se considerar internação se houver sinais de gravidade (apneia, hipoxemia, desidratação, dificuldade para alimentação, comorbidades). Diretrizes da SBP/Ministério da Saúde, AAP e NICE/UpToDate convergem: idade baixa exige vigilância e, eventualmente, observação hospitalar, mas isoladamente não determina internação obrigatória.
Análise das demais alternativas
B – Apneia. Critério de internação inequívoco. Apneias são mais comuns nos mais novos e indicam risco de hipoxemia e deterioração súbita, exigindo monitorização contínua. Referências: AAP, SBP, NICE/UpToDate.
C – Desidratação. Critério de internação. Ingesta insuficiente (geralmente <50–75% do basal), vômitos, diurese reduzida e sinais clínicos de desidratação exigem hidratação venosa ou sonda e observação. Suporte hídrico é pilar do manejo (SBP/Ministério da Saúde; AAP).
D – Comprometimento do estado geral (prostração intensa, torpor, hipoatividade). Critério de internação. Traduz doença sistêmica e/ou fadiga respiratória iminente, indicando necessidade de suporte e monitorização em ambiente hospitalar (SBP, diretrizes internacionais).
Diagnóstico e manejo resumidos
Quadro clínico típico: pródromo de coriza/tosse, seguido de taquipneia, sibilos/estertores finos, batimento de asas nasais e tiragens. Oxímetro para avaliar hipoxemia. Exames complementares (RX, testes virais) não são rotineiros.
Conduta de escolha: suporte. Oxigênio se SatO2 persistente <90–92% (AAP frequentemente usa 90%; SBP/MS tendem a 92%), hidratação (VO/SGA/IV), desobstrução nasal, e considerar cânula nasal de alto fluxo em moderado–grave. Evitar rotina de broncodilatadores, corticoides e antibióticos (sem evidência de benefício consistente).
Estratégia de prova (pegadinha): atenção ao termo “EXCETO”. Idade <3 meses aparece em muitos textos, mas como fator de risco/indicação relativa. Critérios fortes e objetivos para internação: apneia, hipoxemia, desidratação/incapacidade de hidratar, comprometimento do estado geral ou comorbidades significativas.
Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde – Manejo da BVA; American Academy of Pediatrics (AAP) Guideline; NICE Guideline Bronchiolitis; UpToDate (Bronchiolitis in infants and children).
Gabarito: A
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