Sobre a Bronquiolite Viral Aguda, são critérios de internaçã...

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Q2471297 Medicina
Sobre a Bronquiolite Viral Aguda, são critérios de internação, EXCETO:
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Tema central: Bronquiolite Viral Aguda (BVA) e critérios de internação. A BVA é uma infecção viral do lactente (geralmente pelo VSR) com inflamação e obstrução de pequenas vias aéreas, levando a taquipneia, sibilos, esforço respiratório e, nos menores, apneia. O diagnóstico é clínico; exames complementares são raramente necessários.

Alternativa correta (EXCETO): A – Idade menor que 3 meses. Justificativa: idade <3 meses é fator de risco para evolução desfavorável, não um critério absoluto de internação. Deve-se considerar internação se houver sinais de gravidade (apneia, hipoxemia, desidratação, dificuldade para alimentação, comorbidades). Diretrizes da SBP/Ministério da Saúde, AAP e NICE/UpToDate convergem: idade baixa exige vigilância e, eventualmente, observação hospitalar, mas isoladamente não determina internação obrigatória.

Análise das demais alternativas

B – Apneia. Critério de internação inequívoco. Apneias são mais comuns nos mais novos e indicam risco de hipoxemia e deterioração súbita, exigindo monitorização contínua. Referências: AAP, SBP, NICE/UpToDate.

C – Desidratação. Critério de internação. Ingesta insuficiente (geralmente <50–75% do basal), vômitos, diurese reduzida e sinais clínicos de desidratação exigem hidratação venosa ou sonda e observação. Suporte hídrico é pilar do manejo (SBP/Ministério da Saúde; AAP).

D – Comprometimento do estado geral (prostração intensa, torpor, hipoatividade). Critério de internação. Traduz doença sistêmica e/ou fadiga respiratória iminente, indicando necessidade de suporte e monitorização em ambiente hospitalar (SBP, diretrizes internacionais).

Diagnóstico e manejo resumidos

Quadro clínico típico: pródromo de coriza/tosse, seguido de taquipneia, sibilos/estertores finos, batimento de asas nasais e tiragens. Oxímetro para avaliar hipoxemia. Exames complementares (RX, testes virais) não são rotineiros.

Conduta de escolha: suporte. Oxigênio se SatO2 persistente <90–92% (AAP frequentemente usa 90%; SBP/MS tendem a 92%), hidratação (VO/SGA/IV), desobstrução nasal, e considerar cânula nasal de alto fluxo em moderado–grave. Evitar rotina de broncodilatadores, corticoides e antibióticos (sem evidência de benefício consistente).

Estratégia de prova (pegadinha): atenção ao termo “EXCETO”. Idade <3 meses aparece em muitos textos, mas como fator de risco/indicação relativa. Critérios fortes e objetivos para internação: apneia, hipoxemia, desidratação/incapacidade de hidratar, comprometimento do estado geral ou comorbidades significativas.

Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde – Manejo da BVA; American Academy of Pediatrics (AAP) Guideline; NICE Guideline Bronchiolitis; UpToDate (Bronchiolitis in infants and children).

Gabarito: A

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A questão apresentada aborda os critérios de internação para Bronquiolite Viral Aguda, uma infecção respiratória comum em bebês e crianças pequenas. As alternativas B, C e D listam condições que são consideradas critérios para a internação hospitalar de uma criança com Bronquiolite Viral Aguda. A apneia (B) é uma pausa na respiração que pode ser um sinal grave de comprometimento respiratório. A desidratação (C) pode ocorrer devido à dificuldade de alimentação e aos aumentos das perdas insensíveis pela febre e taquipneia. O comprometimento do estado geral (D) indica uma condição clínica mais grave da criança que requer monitoramento e tratamento intensivo. Por outro lado, a alternativa A, "Idade menor que 3 meses", por si só, não é um critério de internação automático. Embora bebês mais jovens possam ter um risco maior de complicações, a decisão de internar depende de uma avaliação clínica detalhada que inclua sinais de gravidade e outros fatores de risco, e não apenas a idade. Portanto, a resposta correta é a alternativa A, pois a idade inferior a 3 meses não é um critério de internação sem considerar o quadro clínico global do paciente.

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