Homem de 63 anos, assintomático, foi submetido a colonoscop...

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Q4156766 Medicina

Homem de 63 anos, assintomático, foi submetido a colonoscopia de rastreamento com preparo adequado. O exame identificou três adenomas tubulares menores que 10 mm, todos completamente ressecados.



Qual é a recomendação mais apropriada para o seguimento colonoscópico?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pela diretriz clássica que embasa o gabarito oficial (ESGE 2013), a presença de 3 adenomas já enquadra o paciente em grupo de maior risco para vigilância pós-polipectomia e indica nova colonoscopia em 3 anos; a base ressalva que essa leitura é diretriz-dependente e pode divergir de recomendações mais recentes.

Tema central: Vigilância pós-polipectomia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, após identificação e ressecção de adenomas, o seguimento deixa de ser simples rastreamento populacional com teste fecal. O paciente passa a necessitar de vigilância colonoscópica. Isso vale ainda mais quando há 3 adenomas, situação classificada na base como de risco aumentado para novo exame endoscópico.
B
Certa
A alternativa B é a correta na lógica adotada pela questão. O enunciado traz colonoscopia de boa qualidade, três adenomas tubulares menores que 10 mm e ressecção completa. Nessa leitura diretriz clássica, a contagem de 3 adenomas é o dado decisivo e, por si só, leva ao intervalo de 3 anos. A ausência de adenoma >=10 mm, displasia de alto grau, componente viloso ou ressecção incompleta impede encurtar ainda mais o seguimento, mas não altera o fato de que o paciente entra em vigilância colonoscópica.
C
Errada
Está errada porque 1 ano é intervalo excessivamente curto para o cenário descrito. A base informa que vigilância anual não se justifica aqui, já que não há carga adenomatosa muito alta, lesão grande ressecada em piecemeal, exame inadequado, suspeita de síndrome polipoide ou outro fator de maior risco. Com preparo adequado e ressecção completa, 3 adenomas pequenos não configuram critério para controle anual.
D
Errada
Está errada porque 7 a 10 anos aplica uma lógica de baixo risco baseada apenas em adenomas pequenos, sem incorporar o dado decisivo da questão: a contagem. Na base adotada, 3 adenomas já mudam o estrato de risco e encurtam o intervalo para 3 anos; portanto, não se pode tratar esse achado como equivalente a risco basal.
E
Errada
Está errada porque 10 anos é intervalo incompatível com histórico de 3 adenomas na leitura diretriz que sustenta o gabarito. O tamanho pequeno e a ausência de displasia de alto grau não anulam o peso da multiplicidade. O erro da alternativa é reduzir a estratificação ao tamanho e à histologia, ignorando que o número de adenomas é critério independente na base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre considerar apenas tamanho e histologia dos pólipos ou lembrar que, na diretriz usada pela questão, o número de adenomas por si só muda o intervalo; também testa se o candidato distingue rastreamento populacional de vigilância pós-polipectomia.
Dica para questões semelhantes
  • Em vigilância pós-polipectomia, não olhe só tamanho e displasia: a contagem de adenomas pode ser o dado que muda a conduta.
  • Depois de adenomas ressecados, pense em vigilância colonoscópica, não em retorno ao rastreamento fecal de rotina.
  • Se o exame basal foi adequado e a ressecção foi completa, isso evita encurtamento adicional do intervalo por problema técnico.
  • Quando a questão depender de intervalo de seguimento, verifique qual leitura de diretriz está sendo usada pela banca, porque o ano da recomendação pode alterar a resposta esperada.

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