Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco, com IMC de 32 ...

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Q4156748 Medicina

Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco, com IMC de 32 kg/m2, tabagista, está com sintomas de pirose há mais de oito anos, controlados com uso regular de inibidores de bomba de prótons (IBP). Nunca realizou endoscopia digestiva alta. Atualmente, não apresenta sintomas de alarme.



Qual a melhor conduta em relação à realização de EDA?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A diretriz da ACG para rastreamento de esôfago de Barrett indica considerar EDA em pacientes com sintomas crônicos de refluxo e múltiplos fatores de risco. Neste caso, o paciente tem DRGE há mais de 8 anos, é homem, tem 56 anos, é branco, obeso e tabagista, o que sustenta a indicação de endoscopia e torna correta a alternativa E.

Tema central: Rastreamento de Barrett
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe a EDA a falha terapêutica com IBP ou disfagia futura. O caso já tem indicação atual de EDA por risco elevado para esôfago de Barrett. O erro é confundir investigação de DRGE refratária ou complicada com rastreamento endoscópico em paciente com DRGE crônica e múltiplos fatores de risco.
B
Errada
Está errada porque resposta clínica ao IBP não elimina a possibilidade de esôfago de Barrett. O controle sintomático reduz sintomas, mas não dispensa EDA quando há perfil de risco alto para metaplasia de Barrett. O erro é usar melhora dos sintomas como se excluísse doença estrutural associada.
C
Errada
Está errada porque a pHmetria de 24 horas não é pré-requisito para decidir EDA neste contexto. A base informa que, em quadro típico e crônico de refluxo com resposta ao IBP, a decisão principal é rastrear Barrett por endoscopia. A pHmetria é exame funcional para situações específicas de dúvida diagnóstica, correlação sintoma-refluxo ou avaliação pré-operatória, não etapa obrigatória antes de EDA para rastreamento.
D
Errada
Está errada porque limita indevidamente a indicação de EDA a antecedentes de esofagite erosiva ou estenose péptica. A base é explícita ao afirmar que pacientes sem essas complicações também podem ter indicação endoscópica quando apresentam DRGE crônica associada a múltiplos fatores de risco para Barrett. O critério decisivo aqui é risco de Barrett, não história prévia de lesão estrutural conhecida.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a indicação da EDA aqui não é por falha do tratamento nem por sintoma de alarme, e sim por rastreamento de esôfago de Barrett em paciente com DRGE crônica e múltiplos fatores de risco. A base decisória informa que, segundo a diretriz do ACG, refluxo crônico associado a sexo masculino, idade acima de 50 anos, raça branca, obesidade e tabagismo justifica endoscopia para rastreamento. A boa resposta ao IBP não exclui Barrett subjacente, e a ausência de sintomas de alarme apenas afasta urgência por complicação, não a indicação de rastreamento.
Pegadinha da questão
A banca desloca o raciocínio de 'quando investigar sintomas de refluxo' para 'quando rastrear esôfago de Barrett'. Isso faz o candidato errar se usar apenas ausência de sintomas de alarme ou boa resposta ao IBP para negar a EDA.
Dica para questões semelhantes
  • Em DRGE, diferencie indicação de EDA por complicação/refratariedade da indicação de EDA por rastreamento de Barrett.
  • Boa resposta ao IBP não exclui Barrett e não cancela rastreamento quando o perfil de risco é alto.
  • Se o enunciado trouxer refluxo crônico mais sexo masculino, idade >50 anos, raça branca, obesidade e tabagismo, pense em EDA para Barrett.
  • Não exija pHmetria antes da EDA quando a questão estiver decidindo rastreamento de Barrett em quadro clínico típico.

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