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Q2471282 Medicina
Os achados radiológicos em um exame contrastado dos intestinos (trânsito intestinal) evidenciam no segmento distal do intestino delgado, imagens sugestivas de ulcerações aftosas, espessamento e distorção das pregas da mucosa, configurando um padrão nodular, lembrando pedras arredondadas (cobblestone). De acordo com os autores Paul e Juhl, provavelmente estamos diante de um caso de:
Alternativas

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Comentário da Questão – Tema Central

O tema central desta questão é doença inflamatória intestinal, com ênfase nos achados radiológicos típicos do exame contrastado para diagnóstico. Destacam-se lesões sugestivas de úlceras aftosas, espessamento e distorção das pregas da mucosa, formando padrão “cobblestone” (paralelepípedos), aspectos fundamentais para diferenciar as principais entidades nosológicas.

Justificativa da Alternativa Correta – Doença de Crohn (D)

A Doença de Crohn caracteriza-se por inflamação transmural que pode acometer qualquer segmento do trato digestivo, principalmente íleo terminal e cólon. Radiologicamente, é clássica a presença do padrão em “cobblestone”, descrito como áreas elevadas de mucosa separadas por fissuras e úlceras, conferindo o aspecto de pedras arredondadas.

O PCDT – Doença de Crohn do Ministério da Saúde destaca: “Exames: laudo de exame endoscópico, anatomopatológico, radiológico ou cirúrgico com diagnóstico de Doença de Crohn.” Esses achados são ratificados em obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine e literatura radiológica clássica (Paul e Juhl).

Análise das Alternativas Incorretas

A) Isquemia intestinal: Geralmente produz sinais como pneumatoses, espessamento mural segmentar associado à falência vascular e não apresenta o padrão “cobblestone”. Ausência de úlceras lineares e predomínio de necrose mural afasta o diagnóstico.

B) Retocolite ulcerativa: Limita-se ao cólon e reto, acometimento contínuo da mucosa, sem padrão nodular ou espessamento transmural. Aspecto radiológico mais comum: “tubo de chumbo”, jamais o padrão “cobblestone”.

C) Esclerodermia: Envolve alterações motoras do tubo digestivo, com dilatação e hipomotilidade de alças, não espessamento nodular da mucosa. Não há ulcerações aftosas nem padrão em paralelepípedos.

Dica de Interpretação e Pegadinhas

Fique atento a descrições morfológicas específicas no enunciado, como “padrão cobblestone” e “úlceras aftosas”: são fortemente sugestivas de Crohn, excluindo outras doenças intestinais. Termos como “tubo de chumbo” (RCU) ou “dilatação” (esclerodermia) ajudam na diferenciação.

Lembre-se: cobrar achados radiológicos característicos é uma estratégia frequente em concursos para testar raciocínio clínico e conhecimento de protocolos.

Resumo

A descrição apresentada aponta claramente para o diagnóstico de Doença de Crohn, conforme fundamentado nos principais protocolos e literatura médica de referência.

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Comentários

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A alternativa D (Doença de Crohn) é a resposta correta para essa questão devido às características radiológicas descritas, que são típicas da Doença de Crohn. As ulcerações aftosas, o espessamento das paredes intestinais e a aparência nodular da mucosa, que lembram pedras arredondadas (cobblestone), são achados clássicos que ajudam a diferenciar a Doença de Crohn de outras condições inflamatórias intestinais. A isquemia intestinal (alternativa A) teria outros sinais radiológicos, como possíveis alterações vasculares agudas e sinais de infarto intestinal. A retocolite ulcerativa (alternativa B), por sua vez, afeta primariamente o cólon e não o íleo distal, apresentando um padrão de ulceração contínua e perda das pregas haustrais, sem o aspecto cobblestone. A esclerose sistêmica progressiva, ou esclerodermia (alternativa C), afetaria o trato gastrointestinal de maneira diferente, geralmente causando alterações no esvaziamento gástrico e peristaltismo devido à fibrose, sem a presença de ulcerações aftosas típicas da Doença de Crohn. Portanto, os achados radiológicos mencionados são mais consistentes com um diagnóstico de Doença de Crohn.

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