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Q2471254 Medicina
Sobre os achados de imagem do adenocarcinoma gástrico é CORRETO afirmar que: 
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Tema central: Achados de imagem no adenocarcinoma gástrico. A TC com contraste é o principal exame para estadiamento; avalia espessamento parietal, padrão de realce, invasão extrasserosa e linfonodos.

Alternativa correta: A — Na tomografia, o adenocarcinoma pode aparecer como espessamento focal da parede com irregularidade da mucosa, às vezes associado a ulceração e realce heterogêneo. Em estômagos bem distendidos com contraste oral, esses achados ficam mais evidentes. Essa apresentação é típica das formas localizadas (polipoide/ulcerada) e é descrita de forma consistente em radiologia digestiva. [UpToDate; Radiographics; NCCN]

Por que as demais estão incorretas?

B — “Calcificações são comuns.” Incorreta. Calcificações intratumorais são raras no adenocarcinoma gástrico. Quando presentes, costumam ocorrer em variantes mucinosas (depósito de cálcio em lagoas de mucina) ou após terapias. Portanto, não é um achado típico. [Radiographics; AJR]

C — “Densificação/estriações da gordura perigástrica não indicam extensão extrasserosa.” Incorreta. Estriações e densificação da gordura perigástrica, nodulações serosas e perda dos planos com estruturas adjacentes são sinais de invasão além da serosa (T3/T4). Logo, esses achados sim sugerem extensão extrasserosa. [NCCN Gastric Cancer; UpToDate]

D — “Carcinoma infiltrativo aumenta a distensibilidade gástrica.” Incorreta. No tipo infiltrativo/difuso (linitis plastica), há espessamento difuso e rigidez com redução da distensibilidade (“estômago em garrafa de couro”), devido à infiltração submucosa por células em anel de sinete e desmoplasia. Portanto, a distensibilidade diminui, não aumenta. [Harrison; UpToDate]

Dicas de prova e interpretação:

  • Associações-chave: espessamento focal + irregularidade mucosa → suspeitar de adenocarcinoma.
  • Gordura perigástrica estriada → pensar em invasão extrasserosa.
  • Estômago rígido e pouco distensívellinitis plastica.
  • Calcificações → apenas em situações incomuns (mucinoso/pos-tratamento).

Na prática clínica: Diagnóstico definitivo é por endoscopia com biópsia. Para estadiamento: TC contrastada (tórax/abdome/pelve), US endoscópica (T/N locais), e PET-CT em casos selecionados para metástases ocultas. [NCCN, UpToDate]

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O adenocarcinoma gástrico é um tipo de câncer que ocorre no estômago. A alternativa A está correta pois, na tomografia computadorizada, um dos achados mais comuns para o adenocarcinoma gástrico é o espessamento focal ou difuso da parede do estômago, acompanhado frequentemente por irregularidade da mucosa. Este espessamento é causado pelo crescimento do tumor, que pode infiltrar as camadas da parede gástrica. A alternativa B está incorreta porque calcificações são raras em adenocarcinomas gástricos. A alternativa C também está incorreta, pois densificação ou estriações da gordura perigástrica são, sim, indicativos de extensão extrasserosa do tumor, o que implica em um estágio mais avançado da doença e pior prognóstico. Por fim, a alternativa D está errada, pois no carcinoma infiltrativo, também conhecido como linitis plástica, há um espessamento difuso da parede gástrica que leva a uma redução na distensibilidade da câmara gástrica, e não a um aumento, resultando em um estômago rígido e com capacidade reduzida de distensão.

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