O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atra...

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Q3874667 Enfermagem
O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atraso na alta após procedimentos abdominais ou outras intervenções cirúrgicas. Sobre essa condição, segundo Morton (2019), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pelo ponto de segurança farmacológica ligado à neostigmina: no contexto de um fármaco usado para hipomotilidade, a alternativa correta é a que reconhece a necessidade de monitorização cardíaca devido ao risco de bradicardia e arritmias.

Tema central: Íleo paralítico pós-operatório
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o quadro descrito não corresponde ao padrão típico do íleo paralítico pós-operatório simples. Dor intensa e vômitos frequentes com grande quantidade de material fecaloide apontam mais para obstrução intestinal mecânica distal do que para íleo adinâmico, que cursa mais com distensão, desconforto, náuseas, vômitos e redução ou ausência de eliminação de flatos e fezes.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a neostigmina pode causar efeitos colinérgicos cardiovasculares, especialmente bradicardia e arritmias. Por isso, seu uso exige monitorização cardíaca durante a administração.
C
Errada
Está errada porque transforma uma medida excepcional em rotina. No íleo paralítico pós-operatório, a conduta habitual é suporte clínico, com correção de fatores precipitantes, hidratação, correção de eletrólitos, redução de opioides, mobilização e progressão dietética conforme a recuperação funcional. Manter dieta zero e iniciar nutrição parenteral total até o retorno da atividade ileal não é recomendação rotineira.
D
Errada
Está errada porque atribui à metoclopramida um benefício que não está estabelecido para reverter o íleo paralítico pós-operatório. Embora possa atuar no esvaziamento gástrico e ter efeito antiemético, ela não demonstra benefício consistente para restaurar o peristaltismo intestinal difuso nessa condição e não constitui conduta padrão com essa finalidade.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: trocar íleo paralítico por obstrução mecânica ao ler dor intensa e vômito fecaloide, e lembrar da neostigmina apenas como estimulante de motilidade, esquecendo seu risco cardiovascular e a necessidade de monitorização.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa citar neostigmina, avalie primeiro os efeitos colinérgicos cardiovasculares e a necessidade de monitorização cardíaca.
  • Separe semiologicamente íleo paralítico de obstrução mecânica: vômito fecaloide exuberante e dor intensa em cólica favorecem obstrução mecânica.
  • No íleo pós-operatório, desconfie de alternativas que proponham NPT de rotina ou procinético como solução padrão para restaurar o peristaltismo.

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