Em relação às contraindicações de diálise peritoneal, assina...
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Tema central: A questão trata das contraindicações da diálise peritoneal — técnica de substituição renal utilizada em pacientes com insuficiência renal crônica. É fundamental conhecer quais condições impedem seu uso de forma segura e eficaz, conforme estabelecido por diretrizes clínicas oficiais.
Justificativa da alternativa correta (E): Distúrbios psicóticos graves são contraindicação absoluta para a diálise peritoneal. Segundo as “Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica – DRC no Sistema Único de Saúde” (Quadro 2), a incapacidade mental para a execução do método é absoluta porque o procedimento exige disciplina, autocuidado e compreensão das etapas, essenciais para prevenir infecções como a peritonite.
Pacientes com transtornos psiquiátricos graves normalmente não conseguem garantir os cuidados de assepsia e manipulação do equipamento e líquidos, tornando o risco de complicações inaceitável. Mesmo com apoio de cuidadores, muitas vezes não se atinge a segurança adequada, o que reforça a contraindicação.
Análise das alternativas incorretas:
A) Shunt ventrículo peritoneal: É contraindicação relativa, especialmente se a derivação foi recente, pois pode aumentar o risco de infecção, mas não é absoluta segundo as diretrizes.
B) Rins policísticos de grande volume: Apesar de dificultarem o procedimento, não são citados como contraindicação absoluta pelas diretrizes. Estratégias técnicas podem ser tentadas antes da contraindicação definitiva.
C) Obesidade extrema: Pode desafiar a realização da diálise e prejudicar a efetividade, mas não é contraindicação absoluta. Muitos pacientes obesos realizam com sucesso, adaptando volumes ou posicionamento do cateter.
D) Início da terapia no terceiro trimestre da gestação: A gestação não é contraindicação formal (relativa ou absoluta) para diálise peritoneal. O manejo requer cuidados, mas é possível realizar, especialmente quando não há alternativa segura para hemodiálise.
Dicas de prova: Atenção a termos absolutos (ex: “absoluta” versus “relativa”) e às exigências de autonomia do paciente durante o procedimento — fundamentais para evitar erros em questões de conduta em nefrologia. Revisar sempre as listas oficiais de contraindicações nas diretrizes e protocolos, pois são frequentemente cobradas nas provas.
Referências: Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica – DRC no Sistema Único de Saúde; UpToDate; Manual de Nefrologia – Guyton & Hall.
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