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Q1827114 Medicina
Em relação a pacientes diabéticos tipo II, estágio 4 de insuficiência renal crônica, em qual das medicações a seguir pode-se manter a dose habitual sem necessidade de correção?
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Tema central da questão: O foco está no manejo medicamentoso de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência renal crônica (IRC) estágio 4. O objetivo é avaliar o conhecimento sobre quais antidiabéticos orais podem ser mantidos sem ajuste de dose nesse contexto, respeitando a segurança e diretrizes clínicas.

Justificativa – Alternativa correta: A) Pioglitazona (Proglit®)

A pioglitazona pertence à classe das tiazolidinedionas. É metabolizada principalmente no fígado e seus metabólitos praticamente não dependem da excreção renal. Segundo o Guia Farmacêutico do Hospital São Camilo: "Insuficiência renal: nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com insuficiência renal." Portanto, mesmo em IRC estágio 4 (TFG entre 15–29 mL/min/1,73m²), o uso é seguro, desde que não haja contra-indicações ou uso em pacientes em diálise.

Análise das alternativas incorretas:

B) Glimepirida (Daonil®): Sulfonilureias como a glimepirida devem ser usadas com cautela ou evitadas em IRC avançada, pois o risco de hipoglicemia aumenta devido à excreção renal de metabólitos ativos. Protocolos recomendam redução de dose ou optam por alternativas mais seguras.

C) Metformina (Glifage®): Contraindicada na TFG < 30 mL/min/1,73m² devido ao risco de acidose láctica. Diretrizes do Ministério da Saúde e sociedades científicas são enfáticas quanto à suspensão nesse estágio.

D) Empagliflozina (Jardiance®) & E) Dapagliflozina (Forxiga®): Inibidores de SGLT2 apresentam eficácia reduzida em TFG < 30 mL/min/1,73m² e não são recomendados na IRC estágio 4, sendo contraindicados por risco de desequilíbrios hidroeletrolíticos e redução mínima da glicemia.

Estratégia de prova e pegadinhas:

Mantenha atenção a termos como "dose habitual" e cruzamento entre função renal e escolha medicamentosa. Muitas questões apresentam drogas comuns, mas exigem checagem da farmacocinética e contraindicações específicas.

Pontos das Diretrizes e Obras de Referência:

Segundo o Guia Farmacêutico do Hospital São Camilo e consensos do Ministério da Saúde e ADA, pioglitazona pode ser mantida sem ajuste em IRC estágio 4, enquanto metformina e iSGLT2 devem ser suspensos neste contexto.

Resumo: A pioglitazona é a única alternativa adequada, por sua eliminação renal mínima e segurança comprovada nesta população. Domine as bases farmacológicas e consulte as recomendações oficiais sempre que necessário.

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A resposta correta é a alternativa A, Pioglitazona (ProglitR). Pacientes diabéticos tipo II com insuficiência renal crônica apresentam uma diminuição da função renal, o que pode dificultar a eliminação de medicamentos e aumentar o risco de efeitos colaterais. Por isso, é essencial que as doses de medicação sejam ajustadas para evitar qualquer complicação. No entanto, a Pioglitazona é uma medicação que não precisa ser ajustada em pacientes com insuficiência renal crônica, pois é eliminada principalmente pela bile e fezes, e não pelos rins. Já as outras opções de medicação - Glimepiride, Metiformina, Empagliflozina e Dapaglifozin - requerem ajustes de dose em pacientes com insuficiência renal crônica.

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