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Q4155484 Medicina
Uma senhora de 64 anos de idade relata uma queda da própria altura após tropeçar em um tapete, no raio-X do pé observa-se um desalinhamento de 4 mm entre a base do segundo metatarso e o cuneiforme intermédio. Não há sinal de outras lesões e a relação entre os outros metatarsos e suas respectivas cunhas está mantida. Considerando os dados apresentados, qual o próximo exame a ser solicitado e qual o tratamento indicado para essa lesão?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O desalinhamento de 4 mm entre a base do 2º metatarso e o cuneiforme intermédio caracteriza incongruência/diástase tarsometatarsal compatível com lesão de Lisfranc instável; nessa suspeita, o RX com carga é útil para avaliar instabilidade dinâmica, e lesões deslocadas ou instáveis têm indicação de redução aberta e fixação interna.

Tema central: Lesão de Lisfranc
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta reconhece os dois pontos que decidem a questão. Primeiro, o RX com carga é o exame funcional clássico para evidenciar instabilidade dinâmica do mediopé na suspeita de lesão de Lisfranc. Segundo, o achado já descrito de 4 mm de desalinhamento entre a base do 2º metatarso e o cuneiforme intermédio caracteriza lesão instável/desviada, situação em que o tratamento conservador deixa de ser adequado e a conduta indicada passa a ser redução anatômica e fixação interna.
B
Errada
Erra na conduta. Embora o RX com carga seja pertinente para avaliar estabilidade, o próprio desalinhamento de 4 mm já aponta incongruência tarsometatarsal relevante, incompatível com manejo conservador simples. Gesso sem carga é reservado a lesões estáveis e sem desvio significativo, o que não é o caso.
C
Errada
Erra no critério que define a conduta. A ressonância pode mostrar lesão ligamentar, mas aqui a decisão terapêutica não depende de provar integridade ligamentar na RM, porque já existe desalinhamento radiográfico objetivo de 4 mm. Incongruência articular desse grau afasta tratamento com órtese.
D
Errada
A tomografia pode ter utilidade para pesquisar lesões associadas, mas a alternativa falha na conduta proposta. A instabilidade já está sugerida pelo desvio entre a base do 2º metatarso e o cuneiforme intermédio, e gesso sem carga por duas semanas não corrige incongruência tarsometatarsal nem corresponde ao tratamento de lesão de Lisfranc deslocada/instável.
E
Errada
Erra no exame complementar. Não há dado clínico de lesão vascular no enunciado que justifique ultrassom com doppler. O problema a ser esclarecido é a instabilidade ósseo-ligamentar do mediopé; por isso, mesmo trazendo cirurgia, a alternativa está incorreta porque associa a conduta a um exame inadequado para a situação descrita.
Pegadinha da questão
A banca mistura um exame complementar plausível com a conduta. O erro mais comum é escolher alternativas com imobilização porque não há outras lesões descritas, ignorando que o desalinhamento de 4 mm entre a base do 2º metatarso e o cuneiforme intermédio já basta como critério de instabilidade de Lisfranc.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de Lisfranc, verifique primeiro o alinhamento entre a base do 2º metatarso e o cuneiforme intermédio; esse é o marco anatômico-chave.
  • Desvio ou diástase relevante afasta tratamento conservador e favorece redução anatômica com fixação.
  • RX com carga é útil quando a questão pede avaliação de instabilidade dinâmica do mediopé.
  • Não confunda ausência de fratura ou de outras subluxações descritas com estabilidade articular.

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