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Q4155480 Medicina
Um paciente com 14 anos de idade, com alto grau de suspeita clínica para epifisiólise proximal do fêmur, apresenta um raio-X em AP e frog-leg sem alterações. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta o exame a ser solicitado e o resultado esperado se esse paciente possuir a patologia.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em suspeita clínica alta de epifisiólise proximal do fêmur com radiografias AP e frog-leg normais, o exame complementar mais sensível é a ressonância magnética, pois pode evidenciar precocemente alargamento da fise e edema ósseo adjacente; isso sustenta o gabarito C.

Tema central: SCFE oculta na RM
Análise das alternativas
A
Errada
A tomografia computadorizada não é o exame de escolha para SCFE oculta com radiografias normais, porque tem menor sensibilidade para alterações fisárias precoces e para edema ósseo adjacente. Além disso, achatamento medial da cabeça femoral não é o achado típico esperado da epifisiólise proximal do fêmur inicial.
B
Errada
A cintilografia não é o exame preferencial nessa situação porque o problema diagnóstico é demonstrar alteração anatômica precoce da fise e edema ósseo adjacente, o que ela não caracteriza da melhor forma. A descrição de hipercaptação de Índio também é inadequada para o contexto típico de investigação de SCFE.
C
Certa
A alternativa C está correta porque associa o exame indicado na fase pré-radiográfica da epifisiólise proximal do fêmur — a ressonância magnética — ao achado esperado nessa fase, que é alteração precoce da placa de crescimento com edema ósseo adjacente, especialmente metafisário/perifizário.
D
Errada
A ultrassonografia pode mostrar distensão capsular ou derrame, mas esse é um achado inespecífico e não confirma escorregamento fisário. Como a lesão central da SCFE está na fise proximal do fêmur, o ultrassom não é o método-chave para diagnosticar a forma oculta.
E
Errada
Embora a ressonância magnética seja um exame plausível, o padrão descrito está errado para SCFE inicial. Edema predominante da cabeça do fêmur com sinais inflamatórios abundantes desvia para outros processos, enquanto na epifisiólise precoce o achado-chave é alteração fisária com edema ósseo adjacente, especialmente metafisário/perifizário.
Pegadinha da questão
A banca não cobrava apenas o nome do exame. A confusão real era escolher qualquer alternativa com ressonância magnética, ignorando que o achado correto na SCFE precoce é alteração da fise com edema ósseo adjacente, e não edema da cabeça femoral ou sinais inflamatórios exuberantes.
Dica para questões semelhantes
  • Em adolescente com forte suspeita de SCFE e RX normal, não exclua o diagnóstico: pense em exame mais sensível para fase precoce.
  • Na SCFE oculta, procure na alternativa a combinação entre RM e alteração fisária precoce, como alargamento da placa de crescimento com edema ósseo adjacente.
  • Desconfie de alternativas baseadas em achados inespecíficos, como derrame articular ao ultrassom, porque não demonstram o problema central da doença, que é fisário.
  • Se a alternativa trouxer o exame certo, confirme se a topografia do achado também é a certa; na SCFE inicial, o padrão típico é perifizário/metafisário, não inflamação exuberante da cabeça femoral.

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