Paciente chega ao consultório com queixa de secreção recorre...
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Tema central: A questão aborda otite média crônica, especialmente a diferenciação entre suas principais formas. É fundamental captar dados clínicos-chave: perfuração timpânica central, ausência de secreção e mucosa de aspecto normal. Tais características guiam o raciocínio diagnóstico.
Justificativa da alternativa correta (D):
A otite média crônica não supurativa se caracteriza pela presença de perfuração timpânica, geralmente central, sem sinais de infecção ativa e sem secreção. Pacientes podem ter antecedentes de episódios infecciosos agudos ou repetidos, mas, no exame, mucosa da orelha média está íntegra e não há otorreia. Segundo a CID-10 (H65.4), trata-se de uma condição crônica, sem supuração, com possível persistência de alterações anatômicas. O paciente do caso apresentou quadro típico: perfuração central, mucosa normal, sem secreção (mesmo após prova de natação, fator predisponente à infecção em quadros supurativos).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Otite externa aguda recorrente: Afeta o canal auditivo externo. Não cursa com perfuração da membrana timpânica; sintomas predominantes são otalgia intensa, hiperemia e edema do conduto. Não há relação com perfuração central.
- B) Otite média supurativa crônica: Caracteriza-se por perfuração timpânica acompanhada de otorreia crônica (secreção purulenta persistente). A ausência de secreção na avaliação atual exclui essa hipótese.
- C) Otite média crônica colesteatomatosa: Exibe tipicamente perfuração marginal, otorreia fétida e possível destruição óssea. Não é compatível com perfuração central limpa e mucosa de aspecto normal.
Dicas para provas: Fique atento à topografia da perfuração (central x marginal) e à presença ou ausência de secreção ativa. Provas costumam diferenciar os tipos de otites crônicas nesses detalhes – um ponto-chave é que quadro sem secreção remete à forma não supurativa.
Referências e diretrizes: Manual “Doenças do Ouvido, Nariz e Garganta” (Paparella), CID-10 e diretrizes da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia sustentam a conduta apresentada.
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