O local mais comum de lesão do nervo óptico durante a cirurg...
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Tema central: A questão aborda um ponto fundamental da anatomia cirúrgica dos seios paranasais e sua relação com o nervo óptico — estrutura cuja lesão pode causar cegueira irreversível após procedimentos endoscópicos.
Fundamentação da alternativa correta (B - Etmoide posterior):
O etmoide posterior está situado próximo à lâmina papirácea e à parede lateral do seio esfenoidal. Clinicamente, seu manuseio durante a cirurgia endoscópica dos seios paranasais expõe o nervo óptico a maior risco, pois:
- O nervo óptico apresenta variações anatômicas e, em alguns pacientes, pode ficar apenas separado por uma fina lâmina óssea ou até mesmo protruído para o interior do seio esfenoidal adjacente ao etmoide posterior.
- A área apresenta visibilidade limitada e é mais propensa a orientações equivocadas do cirurgião, principalmente em casos de anatomia variante.
- Segundo revisão publicada no UpToDate e obras como Bailey's Head and Neck Surgery, o local de maior incidência de lesão inadvertida do nervo óptico é o etmoide posterior (ver Seção Cirurgia dos Seios Paranasais, 28ª ed. Bailey).
Análise das alternativas incorretas:
A) Seio esfenoide – Apesar de seu contato íntimo com o canal óptico, a atenção redobrada do cirurgião no momento em que aborda este seio reduz a incidência de lesão no nervo óptico nesse sítio.
C) Etmoide anterior – Esta região está mais distante do trajeto do nervo óptico e apresenta menor risco de lesão, sendo as complicações locais geralmente relacionadas a outras estruturas (ex: órbita ou canais lacrimais).
D) Seio maxilar – Topograficamente, está afastado do nervo óptico, tornando praticamente nula a chance de dano inadvertido ao nervo durante a cirurgia endoscópica.
Dica para provas: Atenção a pegadinhas: embora o seio esfenoidal seja citado em diversas questões por sua proximidade ao nervo óptico, a literatura reforça: o maior risco é no etmoide posterior, muitas vezes por desatenção anatômica.
Conclusão e evidências:
O conhecimento detalhado da anatomia cirúrgica dos seios paranasais e suas variações é crucial para evitar complicações graves, principalmente lesões ao nervo óptico, mais comuns no etmoide posterior segundo literatura especializada e manuais-clássicos como o Portmann.
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