Paciente de 20 anos, sexo masculino, apresenta sintomas de o...
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Tema central: A questão aborda mastoidite como complicação otológica, especialmente suas formas avançadas em contexto pós-ressecção de colesteatoma, focando no diagnóstico diferencial entre os tipos de abscessos mastoidianos.
Justificativa da alternativa correta (D – Mastoidite de Bezold):
A mastoidite de Bezold é uma complicação grave e rara, resultante da disseminação da infecção para além das células mastoideas através do ápice da mastoide, inflamando os músculos cervicais profundos (esternocleidomastoideo, digástrico, entre outros). Os sintomas relatados – otalgia, otorreia, dor à palpação cervical anterior e torcicolo – são clássicos deste abscesso profundo no pescoço. Pacientes com história de mastoidectomia e colesteatoma têm maior risco devido à alteração anatômica local e possível recorrência inflamatória.
Segundo o Manual MSD (seção Mastoidite): “A mastoidite é a infecção bacteriana das células aéreas da mastoide… Os sintomas incluem vermelhidão, sensibilidade, edema… O diagnóstico é clínico.” Em casos de Bezold, somam-se dor cervical, rigidez e torcicolo, além de edema e flutuação em região cervical profunda.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Mastoidite coalescente aguda: aqui ocorre destruição óssea sem necessariamente disseminação para musculatura cervical. Não justifica dor cervical anterior e torcicolo.
- B) Mastoidite zigomática: caracteriza-se pela extensão da infecção para região zigomática, gerando edema retroauricular e facial, não cervical anterior.
- C) Mastoidite de Mouret: forma rara, com abscesso se formando na região occipital, não no pescoço ou músculos cervicais.
Estratégia de prova: Atenção aos sinais locais descritos (dor cervical anterior, torcicolo). Termos como “mastoidite” exigem diferenciar para onde a infecção se expandiu. Pegadinhas comuns incluem nomes pouco usuais e similares.
Obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine destacam: “A mastoidite complicada pode evoluir para abscessos em diferentes regiões do crânio e pescoço, exigindo reconhecimento clínico precoce.”
Conclusão: A principal hipótese é Mastoidite de Bezold, pois justifica rigorosamente os sintomas locais e sistêmicos diante do contexto anatômico e clínico do paciente pós-colesteatoma. Fique atento a associações clínicas e à extensão anatômica relatada no quadro!
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