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Q679732 Medicina
Paciente de 20 anos, sexo masculino, apresenta sintomas de otalgia, otorréia, dor à palpação cervical anterior e torcicolo. Tem história pregressa antiga de mastoidectomia para ressecção de colesteatoma da orelha média. A principal hipótese diagnóstica é:
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Tema central: A questão aborda mastoidite como complicação otológica, especialmente suas formas avançadas em contexto pós-ressecção de colesteatoma, focando no diagnóstico diferencial entre os tipos de abscessos mastoidianos.

Justificativa da alternativa correta (D – Mastoidite de Bezold):

A mastoidite de Bezold é uma complicação grave e rara, resultante da disseminação da infecção para além das células mastoideas através do ápice da mastoide, inflamando os músculos cervicais profundos (esternocleidomastoideo, digástrico, entre outros). Os sintomas relatados – otalgia, otorreia, dor à palpação cervical anterior e torcicolo – são clássicos deste abscesso profundo no pescoço. Pacientes com história de mastoidectomia e colesteatoma têm maior risco devido à alteração anatômica local e possível recorrência inflamatória.

Segundo o Manual MSD (seção Mastoidite): “A mastoidite é a infecção bacteriana das células aéreas da mastoide… Os sintomas incluem vermelhidão, sensibilidade, edema… O diagnóstico é clínico.” Em casos de Bezold, somam-se dor cervical, rigidez e torcicolo, além de edema e flutuação em região cervical profunda.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Mastoidite coalescente aguda: aqui ocorre destruição óssea sem necessariamente disseminação para musculatura cervical. Não justifica dor cervical anterior e torcicolo.
  • B) Mastoidite zigomática: caracteriza-se pela extensão da infecção para região zigomática, gerando edema retroauricular e facial, não cervical anterior.
  • C) Mastoidite de Mouret: forma rara, com abscesso se formando na região occipital, não no pescoço ou músculos cervicais.

Estratégia de prova: Atenção aos sinais locais descritos (dor cervical anterior, torcicolo). Termos como “mastoidite” exigem diferenciar para onde a infecção se expandiu. Pegadinhas comuns incluem nomes pouco usuais e similares.

Obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine destacam: “A mastoidite complicada pode evoluir para abscessos em diferentes regiões do crânio e pescoço, exigindo reconhecimento clínico precoce.”

Conclusão: A principal hipótese é Mastoidite de Bezold, pois justifica rigorosamente os sintomas locais e sistêmicos diante do contexto anatômico e clínico do paciente pós-colesteatoma. Fique atento a associações clínicas e à extensão anatômica relatada no quadro!

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A principal hipótese diagnóstica para o paciente descrito é Mastoidite Bezold. Isso porque os sintomas de otalgia, otorréia, dor à palpação cervical anterior e torcicolo são comuns nessa condição. Além disso, o histórico de mastoidectomia para ressecção de colesteatoma da orelha média aumenta a suspeita de uma infecção secundária na região. A Mastoidite Bezold é uma complicação rara da otite média crônica, em que a infecção se espalha para o tecido mole adjacente, causando inflamação e abscesso na região cervical. É importante que o paciente seja avaliado e tratado adequadamente para evitar complicações graves.

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