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Após o transplante renal, especial cuidado deve ser tomado em relação às infecções oportunistas.
Dentre essas, a mais comum nos primeiros meses após o transplante é
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Tema central: Infecções oportunistas nos primeiros meses após o transplante renal
Pacientes transplantados renais recebem imunossupressão para evitar rejeição, tornando-se suscetíveis a infecções oportunistas. O período inicial (até 6 meses), quando a imunossupressão é mais intensa, é especialmente crítico para essas infecções.
A alternativa correta é a C) citomegalovírus.
Justificativa: O Citomegalovírus (CMV) é reconhecidamente a infecção oportunista mais comum nos primeiros meses pós-transplante renal. Segundo o Relatório CONITEC nº 947, “houve infecção por CMV em 63,2% dos pacientes transplantados, sendo 75% dos episódios em até 100 dias após o transplante”. O CMV pode se manifestar de forma assintomática ou com sintomas como febre, astenia, leucopenia e pode comprometer o enxerto.
Análise das alternativas incorretas:
A) Candida sp.
É uma infecção fúngica importante, principalmente em mucosas, trato urinário e via venosa. No entanto, as candidíases ocorrem geralmente mais tardiamente ou relacionadas a procedimentos invasivos prolongados, não sendo a mais comum nos primeiros meses.
B) Cryptococcus neoformans
Este fungo causa infecção oportunista (criptococose) geralmente mais tardia, após meses de imunossupressão crônica e intensa. Sua taxa de ocorrência é menor neste cenário e geralmente não está associada ao período imediato pós-transplante.
D) Listeria monocytogenes
Patógeno bacteriano que pode causar infecções oportunistas, mas não é prevalente nos primeiros meses pós-transplante renal, tornando esta alternativa incompatível com o padrão epidemiológico observado.
Dicas para provas: Palavras-chave como “primeiros meses” e o contexto imunossuprimido sugerem agentes virais, sobretudo CMV. Atenção para não confundir com infecções fúngicas tardias ou bacterianas raras.
Evidência científica: Segundo o Protocolo CONITEC (Relatório 947): “75% dos episódios de CMV ocorreram em até 100 dias após o transplante”.
Referências como UpToDate e Harrison's também corroboram a alta incidência de CMV no pós-transplante renal precoce.
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