Em relação aos distúrbios minerais e ósseos da doença renal...
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Tema central da questão: A questão aborda os distúrbios minerais e ósseos na doença renal crônica (DRC), com foco especial no manejo do hiperparatireoidismo secundário e na administração da vitamina D ativa (calcitriol). O entendimento da fisiopatologia dos distúrbios mineral-ósseos na DRC é essencial para o nefrologista, pois envolve risco elevado de complicações como doenças ósseas e cardiovasculares.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D - “Na presença de hipercalcemia e/ou hiperfosfatemia, o tratamento com calcitriol deve ser instituído com cautela.” está correta e em conformidade com as Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para o Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC. O calcitriol suprime o PTH, mas pode elevar ainda mais o cálcio e o fósforo séricos. Isso aumenta o risco de calcificação vascular, doença óssea adinâmica e eventos cardiovasculares. Segundo o protocolo, “Pacientes com hipercalcemia e/ou hiperfosfatemia, o uso de calcitriol ou de análogos da vitamina D devem ser evitados até a correção dos níveis de Ca e de P.” (Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica, Seção: Prevenção e tratamento do hiperparatireoidismo secundário).
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Baixos níveis de calcidiol (25-OH vitamina D) associam-se sim ao desenvolvimento de hiperparatireoidismo secundário, pois reduzem a absorção intestinal de cálcio, levando ao aumento compensatório do PTH.
B) Incorreta. A deficiência de calcidiol não ocorre somente em países de baixa radiação solar; fatores como idade, obesidade, doenças crônicas e menor exposição solar também contribuem, inclusive em países tropicais como o Brasil.
C) Incorreta. O calcitriol não é utilizado para controlar hipercalcemia; pelo contrário, ele pode agravar a hipercalcemia. O uso do calcitriol deve considerar os níveis prévios de cálcio e fósforo, nunca sendo independente da avaliação laboratorial.
Ponto de atenção em provas: Atenção para termos como “somente”, “independente” e recomendações sem ressalva — muitas pegadinhas estão nesses detalhes.
Resumo prático: Sempre corrija cálcio e fósforo séricos antes de iniciar vitamina D ativa para hiperparatireoidismo secundário na DRC.
Referências: Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para DRC; UpToDate; Manual de Nefrologia de Brenner & Rector.
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