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Q720564 Medicina
Acerca do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica (DRC), pode-se afirmar:
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Tema central: O hiperparatireoidismo secundário (HPTS) é uma complicação comum e relevante nos pacientes com doença renal crônica (DRC), especialmente nos estágios avançados ou naqueles em diálise. O entendimento dos mecanismos fisiopatológicos, repercussões clínicas e abordagem terapêutica é essencial para o raciocínio médico neste contexto.

Justificativa da alternativa correta (D): As formas graves do HPTS, principalmente em pacientes dialíticos, estão fortemente associadas ao risco aumentado de calcificação cardiovascular e mortalidade. A elevação crônica do PTH favorece a mobilização de cálcio e fósforo dos ossos, levando à deposição nos vasos sanguíneos e tecidos moles. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para o Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC, há clara relação entre desbalanço mineral, HPTS grave e eventos cardiovasculares fatais. Estudos reforçam que a calcificação vascular aumenta a rigidez arterial e o risco de óbito.

Referência: "O hiperparatireoidismo secundário é um importante fator de risco para calcificação arterial e mortalidade em pacientes portadores de DRC." (Seção 9.1, Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para o Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC)

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. O HPTS está sim associado à hiperplasia das paratireoides, que ocorre como resposta adaptativa ao estímulo crônico de hipocalcemia e hiperfosfatemia. Portanto, a afirmação contraria o conhecimento fisiopatológico consolidado.

B) Incorreta. O HPTS leva predominantemente a doença óssea de alto remodelamento (osteíte fibrosa), já que o excesso de PTH estimula reabsorção óssea intensa. A doença de baixo remodelamento é típica do hiperparatireoidismo terciário ou da adinâmica óssea, situações diferentes.

C) Incorreta. O HPTS acomete uma grande proporção dos pacientes em hemodiálise, superando frequentemente os 20%. É uma alteração quase universal em fases avançadas de DRC.

Estratégia de prova: Atenção para termos absolutistas (“não está associado”, “acometem menos de...”) e informações epidemiológicas incompatíveis. O conhecimento de fisiopatologia básica ajuda a eliminar alternativas claramente erradas.

Dica: Sempre relacione o impacto sistêmico do distúrbio mineral ósseo na DRC, pois questões costumam cobrar desfechos clínicos graves, como mortalidade cardiovascular.

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O hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica (DRC) é uma condição na qual as glândulas paratireoides aumentam a produção do hormônio paratireoidiano (PTH) em resposta à diminuição da função renal. Essa condição está associada à hiperplasia das glândulas paratireoides. A doença óssea de baixo remanejamento é uma característica do hiperparatireoidismo secundário, mas não a definição da doença. Aproximadamente 90% dos pacientes em hemodiálise apresentam hiperparatireoidismo secundário. As formas graves da doença estão associadas a um risco aumentado de calcificação cardiovascular e mortalidade, o que torna a alternativa D a resposta correta para a questão.

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