TEXTO IV “— Perdoai-me, senhora, aqui me tendes a vossos pé...

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Ano: 2026 Banca: Exército Órgão: EsSA Prova: Exército - 2026 - EsSA - Sargento - Geral |
Q4381397 Português
TEXTO IV

“— Perdoai-me, senhora, aqui me tendes a vossos pés! tende pena de mim que eu sofri muito, que amei-vos, que vos amo muito! Compaixão! que serei vosso escravo, (...) ajoelhar-me-ei à noite à vossa porta, ouvirei vosso ressonar, vossas orações, vossos sonhos — e isso me bastará. — Serei vosso escravo e vosso cão, deitar-me-ei a vossos pés quando estiveres acordada, velarei com meu punhal quando a noite cair: e, se algum dia, se algum dia vós me puderes amar... então! então! ...”

AZEVEDO, Àlvares de. Noite na taverna. Porto Alegre: L & PM, 2009. p. 69.

Considerando a colocação pronominal no Texto IV, assinale a única alternativa em que seria possível deslocar o pronome “me” sem violar as regras gramaticais.
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em locução com auxiliar e infinitivo, a ênclise ao infinitivo permanece possível mesmo com fator de próclise antes da locução. No trecho “se algum dia vós me puderes amar”, esse critério permite o deslocamento proposto em E.

Tema central: Colocação pronominal em locuções verbais
Análise das alternativas
A
Errada
Em “Perdoai-me, senhora”, o vocativo “senhora” está depois do verbo e isolado por vírgula; ele não funciona como fator de próclise. A proposta “me perdoai” colocaria o pronome átono no início da fala, contrariando a prescrição tradicional aplicada na questão.
B
Errada
Em “ajoelhar-me-ei à noite à vossa porta”, o futuro do presente aparece sem fator de atração anteposto, situação que sustenta a mesóclise. A ausência de atrativo não torna a colocação livre: “me ajoelharei” introduziria pronome átono no início da oração, sem contexto que legitime essa próclise.
C
Errada
Em “deitar-me-ei a vossos pés”, a familiaridade de “me deitarei” na linguagem contemporânea não basta para autorizar a alteração pelo critério normativo cobrado. A proposta coloca o pronome átono no início da oração, sem fator de atração, em lugar da mesóclise.
D
Errada
Em “aqui me tendes a vossos pés”, o advérbio “aqui” antecede o verbo sem pausa e determina a próclise. Portanto, a colocação não é facultativa nesse trecho: pospor “me” ao verbo desrespeitaria a atração exercida pelo advérbio.
E
Certa
A alternativa E permite deslocar “me” para depois do infinitivo “amar”: “vós puderes amar-me”. Para admitir também a posição entre os verbos, é necessário interpretar “vós puderes me amar” como próclise ao infinitivo, sem hífen, e não como ênclise ao auxiliar. A construção “puderes-me amar” não é autorizada nesse contexto, devido ao fator de atração “se”. Há uma ressalva normativa: a posição intermediária é aceita pela orientação brasileira registrada no material do TCE-PR, mas rejeitada pelo manual da FUNAG. Assim, o gabarito oficial pressupõe a orientação que a admite, sem significar liberdade irrestrita de colocação.
Pegadinha da questão
A presença de dois verbos não garante todas as posições do pronome. Em E, a posição intermediária deve ser entendida como “puderes me amar”, com próclise ao infinitivo, e não como “puderes-me amar”, com ênclise ao auxiliar. Em D, o detalhe decisivo é o advérbio anteposto sem pausa.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se há palavra atrativa antes do verbo e se existe pausa: no trecho analisado, “aqui” sem pausa exige próclise.
  • Em formas simples no futuro, não confunda ausência de atrativo com liberdade de colocação; observe também a restrição tradicional ao pronome átono no início da oração.
  • Em locuções com infinitivo, distinga a ênclise ao principal, a próclise ao principal e a ênclise ao auxiliar; essas construções não têm necessariamente a mesma aceitação normativa.

Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em locução com auxiliar e infinitivo, a ênclise ao infinitivo permanece possível mesmo com fator de próclise antes da locução. No trecho “se algum dia vós me puderes amar”, esse critério permite o deslocamento proposto em E.

Tema central: Colocação pronominal em locuções verbais
Análise das alternativas
A
Errada
Em “Perdoai-me, senhora”, o vocativo “senhora” está depois do verbo e isolado por vírgula; ele não funciona como fator de próclise. A proposta “me perdoai” colocaria o pronome átono no início da fala, contrariando a prescrição tradicional aplicada na questão.
B
Errada
Em “ajoelhar-me-ei à noite à vossa porta”, o futuro do presente aparece sem fator de atração anteposto, situação que sustenta a mesóclise. A ausência de atrativo não torna a colocação livre: “me ajoelharei” introduziria pronome átono no início da oração, sem contexto que legitime essa próclise.
C
Errada
Em “deitar-me-ei a vossos pés”, a familiaridade de “me deitarei” na linguagem contemporânea não basta para autorizar a alteração pelo critério normativo cobrado. A proposta coloca o pronome átono no início da oração, sem fator de atração, em lugar da mesóclise.
D
Errada
Em “aqui me tendes a vossos pés”, o advérbio “aqui” antecede o verbo sem pausa e determina a próclise. Portanto, a colocação não é facultativa nesse trecho: pospor “me” ao verbo desrespeitaria a atração exercida pelo advérbio.
E
Certa
A alternativa E permite deslocar “me” para depois do infinitivo “amar”: “vós puderes amar-me”. Para admitir também a posição entre os verbos, é necessário interpretar “vós puderes me amar” como próclise ao infinitivo, sem hífen, e não como ênclise ao auxiliar. A construção “puderes-me amar” não é autorizada nesse contexto, devido ao fator de atração “se”. Há uma ressalva normativa: a posição intermediária é aceita pela orientação brasileira registrada no material do TCE-PR, mas rejeitada pelo manual da FUNAG. Assim, o gabarito oficial pressupõe a orientação que a admite, sem significar liberdade irrestrita de colocação.
Pegadinha da questão
A presença de dois verbos não garante todas as posições do pronome. Em E, a posição intermediária deve ser entendida como “puderes me amar”, com próclise ao infinitivo, e não como “puderes-me amar”, com ênclise ao auxiliar. Em D, o detalhe decisivo é o advérbio anteposto sem pausa.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se há palavra atrativa antes do verbo e se existe pausa: no trecho analisado, “aqui” sem pausa exige próclise.
  • Em formas simples no futuro, não confunda ausência de atrativo com liberdade de colocação; observe também a restrição tradicional ao pronome átono no início da oração.
  • Em locuções com infinitivo, distinga a ênclise ao principal, a próclise ao principal e a ênclise ao auxiliar; essas construções não têm necessariamente a mesma aceitação normativa.

Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em locução com auxiliar e infinitivo, a ênclise ao infinitivo permanece possível mesmo com fator de próclise antes da locução. No trecho “se algum dia vós me puderes amar”, esse critério permite o deslocamento proposto em E.

Tema central: Colocação pronominal em locuções verbais
Análise das alternativas
A
Errada
Em “Perdoai-me, senhora”, o vocativo “senhora” está depois do verbo e isolado por vírgula; ele não funciona como fator de próclise. A proposta “me perdoai” colocaria o pronome átono no início da fala, contrariando a prescrição tradicional aplicada na questão.
B
Errada
Em “ajoelhar-me-ei à noite à vossa porta”, o futuro do presente aparece sem fator de atração anteposto, situação que sustenta a mesóclise. A ausência de atrativo não torna a colocação livre: “me ajoelharei” introduziria pronome átono no início da oração, sem contexto que legitime essa próclise.
C
Errada
Em “deitar-me-ei a vossos pés”, a familiaridade de “me deitarei” na linguagem contemporânea não basta para autorizar a alteração pelo critério normativo cobrado. A proposta coloca o pronome átono no início da oração, sem fator de atração, em lugar da mesóclise.
D
Errada
Em “aqui me tendes a vossos pés”, o advérbio “aqui” antecede o verbo sem pausa e determina a próclise. Portanto, a colocação não é facultativa nesse trecho: pospor “me” ao verbo desrespeitaria a atração exercida pelo advérbio.
E
Certa
A alternativa E permite deslocar “me” para depois do infinitivo “amar”: “vós puderes amar-me”. Para admitir também a posição entre os verbos, é necessário interpretar “vós puderes me amar” como próclise ao infinitivo, sem hífen, e não como ênclise ao auxiliar. A construção “puderes-me amar” não é autorizada nesse contexto, devido ao fator de atração “se”. Há uma ressalva normativa: a posição intermediária é aceita pela orientação brasileira registrada no material do TCE-PR, mas rejeitada pelo manual da FUNAG. Assim, o gabarito oficial pressupõe a orientação que a admite, sem significar liberdade irrestrita de colocação.
Pegadinha da questão
A presença de dois verbos não garante todas as posições do pronome. Em E, a posição intermediária deve ser entendida como “puderes me amar”, com próclise ao infinitivo, e não como “puderes-me amar”, com ênclise ao auxiliar. Em D, o detalhe decisivo é o advérbio anteposto sem pausa.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se há palavra atrativa antes do verbo e se existe pausa: no trecho analisado, “aqui” sem pausa exige próclise.
  • Em formas simples no futuro, não confunda ausência de atrativo com liberdade de colocação; observe também a restrição tradicional ao pronome átono no início da oração.
  • Em locuções com infinitivo, distinga a ênclise ao principal, a próclise ao principal e a ênclise ao auxiliar; essas construções não têm necessariamente a mesma aceitação normativa.

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GAB: E

Colocação Pronominal assunto chato, porém necessário mas vamos lá:

  • A (Errada): Em início de frase ou após vírgula, a ênclise é obrigatória na norma-padrão. Não se inicia frase/oração com pronome oblíquo ("Me perdoai" é marca de oralidade, incorreto segundo a gramática normativa).
  • B (Errada): Com verbos no futuro do presente (ou futuro do pretérito) em início de frase ou sem palavra atrativa, a mesóclise é obrigatória (ajoelhar-me-ei). A próclise (me ajoelharei) é proibida nessa construção formal.
  • C (Errada): Mesma regra da alternativa anterior: o verbo está no futuro do presente (deitar-me-ei), exigindo mesóclise. A "linguagem contemporânea" informal não anula a regra da norma-padrão na prova.
  • D (Errada): A palavra "Aqui" é um advérbio de lugar (palavra atrativa). A presença de palavra atrativa torna a próclise obrigatória (aqui me tendes), proibindo a ênclise (aqui tendes-me).
  • E (CORRETA / GABARITO): Nas locuções verbais (como puderes amar), quando não há palavra atrativa antes do verbo auxiliar, o pronome oblíquo tem mobilidade: pode vir antes do auxiliar (me puderes amar), entre os verbos (puderes-me amar) ou depois do verbo principal no infinitivo (puderes amar-me).

NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS!

@adans077 (ig)

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