Em relação à prevalência e história natural da nefropatia d...
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Tema central: Nefropatia diabética – prevalência e história natural
A nefropatia diabética é uma das complicações renais mais relevantes do diabetes mellitus, sendo a principal causa de ingresso em terapia renal substitutiva nos países desenvolvidos. Sua evolução ocorre em fases: (1) normoalbuminúria, (2) microalbuminúria (30–300mg/24h), (3) proteinúria (>300mg/24h – fase clínica), e (4) insuficiência renal.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está Incorreta ao afirmar que “a frequência de hipertensão arterial é semelhante nas três fases da moléstia”. Clinicamente, a prevalência de hipertensão arterial aumenta conforme a nefropatia avança. Nas fases iniciais (normoalbuminúria e microalbuminúria), a hipertensão pode não estar presente – sobretudo no diabetes tipo 1. Já na fase de proteinúria clínica e insuficiência renal, a hipertensão é quase universal.
Segundo as V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (Seção 7.7): “Em pacientes com diabetes tipo 1, existe evidente relação entre hipertensão e desenvolvimento da nefropatia diabética, enquanto no diabetes tipo 2, a hipertensão arterial faz parte da síndrome metabólica”. Portanto, a prevalência de hipertensão não é constante em todas as fases.
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. A nefropatia diabética, de fato, é a principal causa de ingresso em diálise em países desenvolvidos. De acordo com o UpToDate e o “Harrison’s Principles of Internal Medicine”, isto reflete o impacto do diabetes na saúde renal mundial.
B) Correta. A microalbuminúria (30–300mg/24h) caracteriza a fase incipiente da nefropatia diabética, alertando para o risco de progressão.
C) Correta. Excreção de albumina >300mg/dia caracteriza a fase clínica, e usualmente já é detectável pelo teste de fita no exame de urina tipo I.
Estratégias para prova e pontos de atenção:
Observe termos absolutos nas alternativas (“semelhante nas três fases”), pois essas afirmações costumam conter pegadinhas. Relacione sempre aspectos fisiopatológicos (progressão da hipertensão) ao quadro clínico.
Resumo: A frequência da hipertensão não é constante ao longo da evolução da nefropatia diabética, sendo menos comum nas fases iniciais e mais frequente nos estágios avançados. Saber identificar a evolução clínica e laboratorial da doença é essencial às provas de concursos.
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