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Q1826319 Medicina
As alterações oculares mais comuns em pacientes com miastenia gravis são 
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Tema central: A questão aborda as alterações oculares mais comuns na miastenia gravis, doença autoimune que acomete a junção neuromuscular, levando a fraqueza muscular de padrão flutuante e fatigabilidade, com destaque para os músculos oculomotores.

Justificativa da alternativa correta (D): A ptose palpebral (queda da pálpebra superior) e a diplopia (visão dupla) são manifestações oculares iniciais clássicas na miastenia gravis. Isso ocorre porque os músculos extraoculares e os músculos elevadores das pálpebras são altamente suscetíveis à fadiga causada pelo bloqueio autoimune dos receptores de acetilcolina. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Miastenia Gravis do Ministério da Saúde: “As manifestações oculares, que incluem ptose e diplopia, podem ser isoladas em até 15% a 20% dos pacientes no início da doença.” Estudos de base, como revisões publicadas no UpToDate e em obras clássicas (Kanski – Oftalmologia Clínica), reforçam esse ponto: a apresentação ocular é frequentemente a forma inicial, podendo inclusive permanecer restrita aos olhos (miastenia gravis ocular).

Análise das alternativas incorretas:

(A) Diplopia monocular e neuropatia óptica isquêmica: Diplopia monocular remete a alteração intraocular, não neuromuscular, e neuropatia óptica isquêmica não está relacionada à fisiopatologia da miastenia gravis, que afeta a transmissão neuromuscular e não o nervo óptico.

(B) Neurite óptica e estrabismo: Neurite óptica ocorre principalmente em doenças desmielinizantes, como esclerose múltipla. O estrabismo pode ocorrer secundariamente à fraqueza muscular, mas isoladamente não é a manifestação cardinal inicial, como a ptose e a diplopia.

(C) Ptose palpebral e catarata secundária: Embora a ptose esteja correta, a catarata não é complicação ou manifestação direta da miastenia gravis.

(E) Neurite óptica e catarata secundária: Ambas erradas: a neurite óptica não faz parte do quadro típico e catarata também não.

Estratégia de prova: Atenção ao termo “mais comuns”. Em miastenia gravis, pense sempre em ptose + diplopia como achados-chave. Alterações do nervo óptico e catarata fogem do espectro primário da doença e costumam estar presentes em outros contextos patológicos.

Referência: Kanski, J.J. – Oftalmologia Clínica; Ministério da Saúde – PCDT Miastenia Gravis; UpToDate, artigo “Clinical manifestations of myasthenia gravis”.

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A resposta correta é a alternativa D: diplopia e ptose palpebral. A miastenia gravis é uma doença autoimune que afeta a comunicação entre os nervos e os músculos, resultando em fraqueza muscular e fadiga. Quando afeta os músculos responsáveis pelos movimentos do olho, pode causar diplopia (visão dupla) e ptose palpebral (queda das pálpebras). Outras alterações oculares, como neurite óptica e catarata secundária, não são comuns em pacientes com miastenia gravis. É importante destacar que o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para prevenir a progressão e complicações da doença.

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