Após 30 anos de história de diabetes mellitus tipo I, a pos...
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Tema central: Esta questão aborda a prevalência de retinopatia diabética em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) após longa evolução da doença. É fundamental reconhecer que o risco acumulado de lesões microvasculares oculares aumenta significativamente com o tempo de doença, fato recorrentemente cobrado em concursos para médico oftalmologista.
Justificativa da alternativa correta – E) mais de 90%: Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética do Ministério da Saúde: “Após 20 anos de doença, estima-se que 90% dos portadores de diabetes tipo 1 (DM1) [...] terão algum grau de RD.” Ou seja, após 30 anos, a taxa se mantém igual ou até maior, já que praticamente todos os pacientes com DM1 de longa data manifestam alguma alteração retiniana. Diretrizes internacionais e artigos científicos corroboram esses números, reforçando que mais de 90% dos diabéticos tipo 1 evoluídos terão retinopatia diabética, sendo esse um marcador clássico da progressão microvascular do DM1.
Análise das alternativas incorretas:
- A) 50-60%: Subestima consideravelmente a prevalência. Esse intervalo é mais compatível com DM2, não DM1 de longa duração.
- B) 75-85%: Apesar de elevado, ainda está abaixo do esperado para DM1 após 30 anos de evolução.
- C) 60-70%: Faixa típica para DM2, mas inadequada para DM1 crônico.
- D) 40-50%: Muito abaixo do valor real, perigosa para quem não domina o tema, pois pode confundir com estágios iniciais da doença.
Estratégia de prova: Atenção para o detalhe após 30 anos, pois a longevidade do diabetes determina grande parte da morbidade ocular. Palavras-chave como “qualquer grau de retinopatia” e “duração da doença” normalmente apontam para as taxas mais altas. Cuidado com valores próximos (pegadinha frequente!), busque sempre julgar pelo tempo de doença, conforme normativas oficiais.
Diretrizes e obras de referência: Além do PCDT citado, obras como “Oftalmologia Fundamental” (Álvaro K. Lopes) e “Oftalmologia Clínica” (Bruce Shields) confirmam essa epidemiologia, assim como revisões sistemáticas em bases como UpToDate e SciELO, enfatizando a necessidade da triagem anual a partir do quinto ano de DM1.
Síntese: O conhecimento preciso da epidemiologia das complicações crônicas do DM1 é essencial para o manejo e a prevenção da cegueira evitável no SUS. Lembre-se de revisar sempre os valores epidemiológicos clássicos para evitar erros em questões de concursos.
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