Paciente de 72 anos de idade, masculino, branco, chega ao c...
Seus óculos atuais eram multifocais e tinham +1.25 D.E. para longe e + 4.00 D.E. para perto, em ambos os olhos. Seu exame de refração mostrou: OD: +0.25 D.E. = 20/30 OE: Plano = 20/30
Antes mesmo de levar o paciente para o exame biomicroscópico, pode-se supor que este paciente apresenta catarata do tipo
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Tema central: A questão aborda a identificação do tipo de catarata em um paciente idoso que apresenta mudanças refracionais compatíveis com uma forma específica da doença.
Justificativa da alternativa correta (E - Catarata nuclear):
Nos idosos, a catarata nuclear é a forma mais comum e caracteriza-se por opacificação do núcleo do cristalino. Esse tipo provoca mudanças refrativas graduais, pois o núcleo do cristalino torna-se mais esclerótico e aumenta seu índice de refração. Como consequência, há aumento da miopia ("miopização"), permitindo ao paciente realizar atividades como assistir TV sem seus óculos de grau positivo habitual. Essa “melhora” na visão de perto ou intermediária é clinicamente chamada de "segunda vista", um clássico das cataratas nucleares.
No caso apresentado, o paciente utilizava óculos positivos para longe (+1.25D), mas passou a enxergar melhor sem os mesmos, sugerindo perda de hipermetropia por efeito miopizante. Isso ocorre tipicamente na catarata nuclear.
Evidência científica: O Manual MSD reforça: “Pacientes présbitas podem temporariamente conseguir ler sem óculos (‘segunda vista’) devido ao aumento da miopia causado pela catarata nuclear”.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Subcapsular anterior: Rara, frequentemente associada a trauma, inflamação ou uso de certos medicamentos. Não provoca miopização marcante.
- B) Cortical: Caracteriza-se por opacidades radiais na córtex do cristalino, levando a sintomas de glare e visão turva, mas não à alteração refracional miopizante do tipo apresentado.
- C) Subcapsular posterior: Afeta a região logo abaixo da cápsula posterior, cursa predominantemente com piora acentuada da visão para perto e glare intenso, mais comum em pacientes jovens ou diabéticos.
- D) Polar posterior: É uma lesão congênita localizada, não progressiva, sem efeito significativo refracional e sem associação com miopização ou “segunda vista”.
Dicas e pegadinhas: Atenção ao relato do paciente: idosos com melhora insidiosa para perto/intermediário sem troca dos óculos devem sugerir catarata nuclear. Em provas, expressões como “segunda vista” ou “miopização” indicam fortemente essa alternativa.
Referências: O “Manual MSD de Oftalmologia” e principais tratados como Yanoff & Duker corroboram esse raciocínio.
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