Para responder à questão, leia o texto do
imperador Marco Aurélio (121 – 180 d.C.) a seguir:
O próprio Hipócrates, que curou muitas doenças, caiu
doente e morreu. Os caldeus* previram as mortes de multidões e, ao final, o destino também ceifou suas vidas.
Alexandre Pompeu e Caio César, que destruíram muitas
cidades e tiraram a vida de milhares de soldados de cavalaria
e infantaria no campo de batalha, também um dia deixaram
esta vida. Heráclito, que muito especulou sobre a conflagração do mundo, morreu engolido pela água e coberto de estrume de gado. Demócrito foi destruído por vermes; Sócrates foi
morto por outro tipo de verme. Por que tudo isso?
Embarcaste, empreendeste tua viagem e atracaste no
ancoradouro. Desembarca. Se for em outra vida, lá também
haverá um Deus; se for no meio do nada, ao menos não
haverá mais dores e prazeres e não serás mais escravo de
um corpo tão vil quanto seu escravo. A alma é, pois, inteligência e divindade, mas o corpo, pó e corrupção.
(Marco Aurélio, Meditações. Adaptado)
*Caldeus: habitantes da Caldeia, país na antiga Mesopotâmia.
Julgado por suposta corrupção da juventude e descrença nos deuses, Sócrates foi condenado à morte por
envenenamento com cicuta, uma planta. No contexto
dessas informações, a frase do autor “… Sócrates foi
morto por outro tipo de verme.” (1°
parágrafo) deve ser
entendida como
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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