Paciente do sexo feminino, 67 anos, tabagista e hipertensa, ...

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Q4192681 Medicina
Paciente do sexo feminino, 67 anos, tabagista e hipertensa, com quadro de dor epigástrica cerca de 30 minutos após as refeições, associada a perda de peso. Procurou clínico, que após avaliação clínica e colonoscopia com sinais de colite isquêmica, encaminhou para avaliação vascular. Ao exame físico inicial, evidenciado abdômen escavado e sopro abdominal.
Assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico e conduta adequados.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso aponta para isquemia mesentérica crônica por doença aterosclerótica visceral; em paciente com esse perfil, a confirmação diagnóstica deve ser feita por imagem vascular, especialmente angiotomografia de abdome.

Tema central: Isquemia mesentérica crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o conjunto clínico favorece doença arterial mesentérica aterosclerótica, não compressão extrínseca isolada do tronco celíaco. A base destaca que essa hipótese compressiva é mais típica em pacientes mais jovens, enquanto aqui há idade avançada, tabagismo, hipertensão e colite isquêmica, todos apontando para insuficiência arterial visceral por aterosclerose. Além disso, nutrição parenteral não é a conduta diagnóstica principal neste cenário; o passo adequado é confirmar a lesão vascular por imagem.
B
Certa
A alternativa B está correta porque integra adequadamente o quadro clínico e a propedêutica. A dor cerca de 30 minutos após as refeições, associada a emagrecimento, caracteriza hipoperfusão intestinal crônica relacionada à alimentação. O perfil aterosclerótico da paciente e o sopro abdominal reforçam doença estenótica das artérias viscerais, e a colite isquêmica encontrada à colonoscopia apoia causa vascular intestinal, não inflamatória primária. Nesse contexto, a angiotomografia é exame apropriado para documentar estenoses ou oclusões das artérias mesentéricas e da circulação visceral.
C
Errada
Está errada porque doença inflamatória intestinal não explica de forma adequada a combinação de dor pós-prandial típica, perda de peso por angina intestinal, sopro abdominal e sinais endoscópicos de colite isquêmica. O achado colonoscópico, no contexto dado, sustenta insuficiência circulatória intestinal. A passagem de sonda enteral também não enfrenta a causa vascular do quadro.
D
Errada
Está errada porque o enunciado descreve processo crônico, não isquemia mesentérica aguda. A base diferencia claramente: na forma aguda, espera-se dor súbita intensa, deterioração clínica e urgência abdominal. Aqui há dor recorrente relacionada às refeições e emagrecimento progressivo, padrão de angina intestinal crônica. Colectomia de emergência, nesse contexto, seria inadequada com os dados fornecidos e pode representar conduta potencialmente perigosa sem sinais descritos de necrose, perfuração ou abdome agudo.
E
Errada
Está errada porque aneurisma de aorta abdominal não é a síndrome que melhor explica dor pós-prandial com perda de peso e colite isquêmica. O sopro abdominal, isoladamente, não autoriza deslocar o raciocínio para aorta abdominal. O problema central é suspeita de doença arterial mesentérica, e o exame deve estudar o território visceral/mesentérico, não focar em aorta e artérias renais.
Pegadinha da questão
A banca mistura achados que podem desviar o raciocínio: "abdômen escavado" pode induzir compressão do tronco celíaco, e "colite isquêmica" pode levar à confusão com doença inflamatória intestinal ou isquemia aguda. O decisivo é integrar dor pós-prandial, emagrecimento e perfil aterosclerótico como angina intestinal crônica.
Dica para questões semelhantes
  • Dor abdominal recorrente após alimentação mais perda de peso em paciente com fatores de risco ateroscleróticos deve acender hipótese de isquemia mesentérica crônica.
  • Sopro abdominal, nesse contexto, reforça doença estenótica visceral, mas não define sozinho qual vaso está acometido.
  • Colonoscopia com isquemia intestinal apoia causa vascular, mas não fecha a etiologia; a confirmação da doença mesentérica é por imagem vascular.
  • Diferencie forma crônica da aguda pela temporalidade: relação com refeições e emagrecimento apontam para cronicidade; início súbito e deterioração clínica sugerem forma aguda.

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