Nos últimos anos, as técnicas endovasculares de recanalizaçã...

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Q4192675 Medicina
Nos últimos anos, as técnicas endovasculares de recanalização da artéria femoral superficial se consolidaram no tratamento da doença arterial obstrutiva periférica, quando esgotadas as possibilidades clínicas de tratamento.
Sobre esse tema, é correto afirmar:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a anatomia topográfica da bifurcação femoral: a artéria femoral superficial segue em posição mais anterior e medial, enquanto a artéria femoral profunda se origina póstero-lateralmente; por isso, a alternativa B é a correta.

Tema central: Anatomia da bifurcação femoral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no segmento fêmoro-poplíteo, a preferência técnica geral é por stents autoexpansíveis, não por expansíveis por balão. O motivo é biomecânico: a artéria femoral superficial está sujeita a flexão, torção, compressão e alongamento, exigindo maior conformabilidade e adaptação do dispositivo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a relação anatômica consolidada entre os ramos da femoral comum: a artéria femoral superficial mantém trajeto mais ântero-medial, e a artéria femoral profunda nasce em posição mais póstero-lateral. Esse é um dado anatômico básico e diretamente aplicável à angiografia, punção e intervenção endovascular nesse segmento.
C
Errada
Está errada porque a distinção angiográfica entre femoral superficial e profunda não se baseia, como regra técnica padrão, em anteroposterior com angulação fixa de 30° craniocaudal. A melhor avaliação da bifurcação costuma exigir obliquidade para separar os ramos, e a formulação da alternativa transforma uma angulação inadequada em padrão geral.
D
Errada
Está errada porque mistura uma parte verdadeira com outra falsa. O acesso ipsilateral anterógrado realmente facilita a abordagem da femoral superficial ipsilateral e a cateterização de seu óstio, mas não é correto afirmar que ele permita tratar o eixo ilíaco bilateral quando necessário. Essa limitação anatômica torna a alternativa globalmente falsa.
E
Errada
Está errada porque os balões usados no eixo fêmoro-poplíteo não têm, como regra geral, diâmetro de 2 a 4 mm; nesse território, frequentemente são necessários diâmetros maiores, compatíveis com o vaso tratado. Além disso, o comprimento do balão deve ser escolhido conforme a extensão da lesão e a estratégia técnica, não por uma regra fixa de sempre usar o mais curto disponível com a justificativa de minimizar fratura de placas.
Pegadinha da questão
A banca faz a questão parecer centrada em detalhes de técnica endovascular, mas o ponto decisivo é anatômico; além disso, a alternativa D tenta induzir erro ao combinar uma meia-verdade com uma afirmação falsa.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão envolver bifurcação femoral, primeiro localize mentalmente a relação espacial entre os ramos: femoral superficial ântero-medial e profunda póstero-lateral.
  • No território fêmoro-poplíteo, desconfie de alternativas que tratem stent expansível por balão como escolha preferencial geral, porque a exigência mecânica do segmento favorece autoexpansíveis.
  • Elimine alternativas técnicas absolutas com calibres, comprimentos ou angulações fixas quando a própria base do procedimento depende da anatomia do vaso e da lesão.
  • Se uma alternativa trouxer duas afirmações, valide ambas; uma parte correta não salva a alternativa se a outra contradiz a técnica ou a anatomia.

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