Sobre a avaliação ultrassonográfica no mapeamento pré-opera...

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Q4192668 Medicina
Sobre a avaliação ultrassonográfica no mapeamento pré-operatório para a confecção de fístulas para hemodiálise e no seguimento pós-operatório, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado decisivo é o padrão Doppler de roubo arterial distal em fístula arteriovenosa: fluxo retrógrado na artéria distal à anastomose, com reversão para fluxo anterógrado após compressão da veia eferente. Esse critério sustenta a alternativa B.

Tema central: Roubo arterial distal em fístula AV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à artéria aferente de uma fístula autóloga normal um padrão de alta resistência com diástole diminuída. Em fístula funcionante, a resistência cai no leito distal do inflow, e o esperado é padrão de baixa resistência com aumento e manutenção do componente diastólico. O erro é confundir o traçado arterial periférico habitual do membro com o traçado da artéria que alimenta a fístula.
B
Certa
A alternativa B está correta por descrever o critério ultrassonográfico de roubo arterial distal. A compressão da veia eferente é a manobra dinâmica que evidencia a dependência do fluxo inverso em relação ao shunt da fístula.
C
Errada
Está errada porque a veia eferente normal não é definida por fluxo bifásico de alta resistência. Após a arterialização, a veia eferente apresenta fluxo elevado e padrão de baixa resistência relativa. Pulsatilidade, turbulência focal ou aliasing em segmentos específicos não transformam um padrão de alta resistência em critério de normalidade. O ponto excludente é a hemodinâmica incompatível com fístula madura.
D
Errada
Está errada porque fluxo menor na tributária acessória do que na veia eferente principal não caracteriza, por si só, desvio patológico de fluxo. O desvio relevante depende de a tributária sequestrar parcela hemodinamicamente significativa do fluxo da via principal e prejudicar a maturação. A comparação proposta na alternativa não estabelece esse critério.
E
Errada
Está errada porque um segmento venoso livre e patente de apenas até 5 cm não é critério geral suficiente no mapeamento pré-operatório. A base afirma que se busca veia pérvia, de bom calibre, distensível e com extensão adequada para maturação e punções repetidas, sendo 5 cm insuficiente como critério positivo.
Pegadinha da questão
A banca misturou achados normais e patológicos trocando o padrão de baixa resistência esperado na artéria aferente e na veia eferente por descrições de alta resistência, e reservou como correta a alternativa com manobra dinâmica de compressão da veia eferente, que é o elemento realmente decisivo para reconhecer roubo distal.
Dica para questões semelhantes
  • Na fístula autóloga funcionante, pense em circuito de baixa resistência: a artéria aferente deve ganhar componente diastólico, não perdê-lo.
  • Veia eferente normal é veia arterializada de alto fluxo; padrão de alta resistência bifásico não define maturação adequada.
  • Para roubo distal, valorize a manobra dinâmica: fluxo distal invertido que se corrige com compressão da via venosa de saída aponta para desvio pela fístula.
  • Tributária acessória só é problema quando o fluxo nela é hemodinamicamente relevante; sua mera presença ou fluxo menor que o da veia principal não basta.

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