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Quanto às alterações observadas na fisiopatologia da atresi...

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Q4155633 Medicina
Quanto às alterações observadas na fisiopatologia da atresia coanal, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão cobra a fisiopatologia da atresia coanal, que é uma malformação da coana posterior por persistência de separação entre cavidade nasal e nasofaringe e/ou desenvolvimento ósseo-membranoso anômalo nessa região. No contexto das alternativas, a letra A é a única que se mantém na topografia anatômica da coana posterior, o que sustenta o gabarito oficial.

Tema central: Atresia coanal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque, entre as opções, é a única que situa o defeito na região embriológica realmente relacionada à formação da coana posterior: continuidade entre cavidade nasal posterior, septo/palato e base do crânio. A atresia coanal decorre de falha de canalização da comunicação entre cavidade nasal e nasofaringe, com persistência de tecido obstrutivo e/ou desenvolvimento anômalo local. A própria base ressalta que a redação não é a formulação embriológica mais clássica, mas, diante das alternativas oferecidas, é a única compatível com a topografia do defeito e por isso sustenta o gabarito oficial.
B
Errada
Está errada porque a proeminência nasal lateral pertence ao desenvolvimento de estruturas faciais anteriores e do sulco nasolacrimal. Esse território embriológico não explica obstrução congênita da coana posterior. O erro é usar uma estrutura do nariz externo/face anterior para justificar um defeito da comunicação entre cavidade nasal e nasofaringe.
C
Errada
Está errada porque falha de fusão entre placóide nasal e proeminência nasal lateral se relaciona a anomalias da morfogênese facial anterior, não ao fechamento congênito da coana posterior. O mecanismo embriológico citado não corresponde à fisiopatologia da atresia coanal.
D
Errada
Está errada porque a membrana bucofaríngea é estrutura primitiva entre estomodeu e intestino anterior; sua persistência não é o mecanismo clássico da atresia coanal. A base também aponta imprecisão conceitual na menção conjunta a membrana bucofaríngea e 'nasofaríngea'. A pegadinha aqui é confundir qualquer falha de rompimento de membrana embrionária com o defeito específico da coana posterior.
E
Errada
Está errada porque pneumatização do seio esfenoidal não tem nexo fisiopatológico com atresia coanal. Trata-se de processo distinto do desenvolvimento dos seios paranasais e não do mecanismo de obstrução congênita da abertura nasal posterior.
Pegadinha da questão
A banca mistura defeitos embriológicos de territórios diferentes e tenta induzir a troca da coana posterior por anomalias da face anterior, por persistência inespecífica de membranas ou por alterações do seio esfenoidal.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro localize anatomicamente a malformação: se a lesão é da coana posterior, descarte alternativas centradas no nariz externo, ducto nasolacrimal ou face anterior.
  • Em embriologia nasal, diferencie defeito de canalização/comunicação cavidade nasal-nasofaringe de defeitos de fusão das proeminências faciais.
  • Não aceite como mecanismo da atresia coanal qualquer 'falha de rompimento de membrana' sem conferir se a membrana citada pertence ao território anatômico da coana.
  • Alterações do seio esfenoidal não explicam, por si, obstrução congênita da coana posterior.

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