Paciente, 28 anos, sexo feminino, refere perda auditiva uni...

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Q4155618 Medicina
Paciente, 28 anos, sexo feminino, refere perda auditiva unilateral progressiva à direita há 2 anos, iniciada após ter ficado grávida de seu 2o filho. Tem audição normal à esquerda. Sua tia tem o mesmo quadro clínico e já precisou de tratamento cirúrgico para resolução da queixa auditiva.
Frente à principal hipótese diagnóstica para o caso, a imitanciometria da paciente apresentará quais resultados? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso é compatível com otosclerose fenestral/estapediana: mulher jovem, perda auditiva unilateral progressiva, início após gestação e história familiar positiva. Nessa condição, há fixação do estribo na janela oval, com timpanometria geralmente normal tipo A/Ar e ausência do reflexo estapediano no lado acometido, o que sustenta a alternativa A.

Tema central: Otosclerose e imitanciometria
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde ao padrão esperado na otosclerose fenestral/estapediana. O quadro clínico favorece essa hipótese, e a lesão está na cadeia ossicular, com fixação do estribo, não em derrame de orelha média nem em disfunção tubária. Isso explica a timpanometria sem padrão B ou C, geralmente tipo A/Ar, e a ausência do reflexo estapediano ipsilateral no ouvido direito, que é o lado sintomático.
B
Errada
Curva B sugere efusão em orelha média, perfuração ou problema técnico de sonda, não o padrão principal da otosclerose. Além disso, a ausência bilateral de reflexo estapediano não é sustentada pelo enunciado, que descreve acometimento unilateral à direita.
C
Errada
Curva Ad indica hipermobilidade do sistema tímpano-ossicular, como em desarticulação ossicular ou membrana timpânica atrófica. Na otosclerose ocorre o oposto: rigidez por fixação do estribo. Também não é esse o contexto típico para presença de reflexo no lado acometido.
D
Errada
Curva C aponta pressão negativa em orelha média por disfunção tubária, mecanismo diferente da otosclerose. A presença de reflexo ipsilateral à esquerda pode ser compatível com ouvido normal, mas a questão exige o padrão que caracteriza a hipótese principal no ouvido doente, que é o direito.
E
Errada
A curva As pode aparecer em descrições de maior rigidez, mas a alternativa erra no dado decisivo: coloca ausência de reflexo ipsilateral à esquerda, enquanto o quadro clínico e auditivo acometem a orelha direita e a esquerda foi descrita como normal. A lateralidade exclui a opção.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: trocar rigidez da otosclerose por padrões de efusão, pressão negativa ou hipermobilidade, e ignorar a lateralidade, escolhendo uma alternativa com reflexo alterado no ouvido esquerdo apesar de o acometimento ser à direita.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro o contexto clínico clássico de otosclerose: mulher jovem, progressão lenta, relação com gestação e história familiar.
  • Na otosclerose, pense em fixação do estribo: isso aponta para reflexo estapediano ausente no lado acometido.
  • Exclua curvas B e C quando o mecanismo não for efusão nem disfunção tubária.
  • Se houver mais de uma curva aparentemente plausível, use a lateralidade do ouvido doente para definir a alternativa.

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