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Q3510690 Odontologia
A tomografia computadoriza multislice (TCMS) deve ser o exame de escolha em detrimento da tomografia computadoriza por feixe cônico (TCFC) e dos exames radiográficos convencionais na presença de
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Tema central: escolha do método de imagem em Odontologia/Maxilofacial. A TC multislice (TCMS) fornece excelente contraste de tecidos moles e permite uso de contraste iodado; a TC por feixe cônico (TCFC/CBCT) tem alta resolução para osso, baixa capacidade para tecidos moles e dose menor; radiografias convencionais são 2D e limitadas.

Alternativa correta: C — infecção em tecidos moles.

Justificativa: Na suspeita de infecção em tecidos moles (ex.: celulite, abscesso dos espaços cervicais), o exame de escolha é a TCMS com contraste intravenoso. Ela diferencia celulite (imbibição da gordura/realce difuso) de abscesso (coleção hipodensa com realce periférico), mapeia a extensão entre espaços cervicais, complicações (via aérea, mediastino, trombose séptica) e guia a drenagem. A TCFC não avalia adequadamente tecidos moles e não usa contraste IV. Radiografias 2D não mostram extensão ou coleções profundas. Diretrizes e fontes: ACR Appropriateness Criteria – Suspected Neck Infection, UpToDate (Deep neck space infections: Imaging), White & Pharoah – Oral Radiology, posicionamentos da AAOMR.

Análise das incorretas:

A – “Aumento do campo de visão (FOV)”: TCMS e TCFC podem ter FOVs amplos; escolher TCMS apenas por FOV é frágil. Para osso com grande FOV, a TCFC costuma ser suficiente e com menor dose. O diferencial verdadeiro para TCMS é o tecido mole com contraste, não o FOV.

B – “Impossibilidade de exame em posição supina”: isso afasta a TCMS (que geralmente requer decúbito) e favorece a TCFC, que pode ser realizada sentado. Logo, não justifica TCMS.

D – “Reflexo faríngeo acentuado”: problema clássico de radiografias intraorais, não de TCMS/TCFC (ambas extraorais). Não é critério para preferir TCMS.

E – “Alergia ao contraste”: a TCMS para infecção de tecidos moles idealmente usa iodo IV. Em alergia verdadeira, o contraste é evitado (ou faz-se pré-medicação em casos selecionados); TC sem contraste perde sensibilidade para coleções. Isso não favorece a escolha da TCMS; alternativas incluem RM com contraste paramagnético, conforme ACR/UpToDate.

Estrategia para a prova: identifique palavras-chave. Se aparecerem “tecidos moles”, “infecção profunda”, “espaços cervicais” → pense TCMS com contraste. Se o foco for osso, fratura, implantes, planejamentoTCFC. Se o paciente não tolera supino → TCFC. Reflexo de vômito → evitar intraorais. Alergia ao contraste → cautela com TCMS contrastada.

Gabarito: C

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