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Q3510689 Odontologia
As tomadas radiográficas 2D, como a radiografia panorâmica de mandíbula, apresentam substanciais limitações aos exames tomográficos, incluindo
Alternativas

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Tema central: Limitações das radiografias 2D (ex.: panorâmica) em comparação à tomografia (especialmente CBCT). Radiografias 2D sofrem com superposição de estruturas, magnificação e distorção variáveis, ausência de informação bucolingual e formação de imagens fantasmas. Já a tomografia reduz superposições e fornece cortes multiplanares.

Alternativa correta (D) – presença de imagens fantasmas: Na panorâmica, objetos densos fora da camada focal podem ser projetados como imagens fantasmas: aparecem no lado contralateral, mais superiores, ampliadas e desfocadas. Exemplos clássicos: brincos, colares, hióide, coluna cervical e ângulo mandibular. Essas imagens podem mascarar áreas diagnósticas e são uma limitação típica dos exames 2D. A CBCT minimiza esse problema por eliminar a superposição em muitos planos, embora mantenha artefatos metálicos. Referências: White & Pharoah, Oral Radiology; diretrizes SEDENTEXCT/AAOMR.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Encurtamento regular das imagens, favorecendo a análise.” Incorreto. A panorâmica apresenta magnificação não uniforme (especialmente horizontal) e distorções que variam conforme a posição do paciente na camada focal (anterior → estreitamento; posterior → alargamento). Não há “encurtamento regular”, tampouco isso favorece a análise. (White & Pharoah).

B) “Objetos na face lingual apresentam-se distorcidos.” Generalização inadequada. A distorção depende da relação com a camada focal, e não simplesmente de ser lingual ou vestibular. Estruturas em ambas as faces podem distorcer se estiverem fora da zona de nitidez (anterior/posterior/vertical).

C) “Maior dose de radiação envolvida.” Falso para a comparação com tomografia. Em geral, a panorâmica tem dose efetiva menor (≈ 9–26 µSv) do que a CBCT (≈ 20–200+ µSv, conforme FOV e protocolo). Logo, a dose não é uma limitação da 2D frente à tomografia. Referências: SEDENTEXCT; ICRP 103/NCRP.

E) “Aumento dos objetos próximos ao filme/detector.” Inversão conceitual. Pela geometria de projeção, quanto mais próximo do detector, menor a magnificação e a penumbra; o aumento ocorre quando o objeto está mais distante do detector (ou mais próximo da fonte). Na panorâmica, fantasmas tendem a ser mais ampliados por essa relação.

Dica de prova: Ao comparar 2D vs tomografia, procure termos como superposição, magnificação desigual e imagens fantasmas. Desconfie de alternativas que atribuem maior dose às radiografias 2D frente à CBCT.

Referências essenciais: White SC, Pharoah MJ. Oral Radiology: Principles and Interpretation; SEDENTEXCT (European Commission) sobre CBCT; AAOMR/AAE Position Statements; ICRP 103.

Gabarito: D

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