No tratamento da hipersensibilidade dentinária, diversos ma...

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Q3510683 Odontologia
No tratamento da hipersensibilidade dentinária, diversos materiais têm demonstrando eficiência clínica comprovada cientificamente. Dentre esses matérias, podemos citar:
Alternativas

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Tema central: hipersensibilidade dentinária é dor breve e aguda decorrente da exposição da dentina, explicada pela teoria hidrodinâmica de Brännström: estímulos movimentam o fluido dos túbulos, ativando fibras nervosas. O tratamento eficaz visa ocluir túbulos dentinários e/ou modular a resposta neural.

Alternativa correta: E — biossilicato de cálcio

O biossilicato de cálcio (também conhecido como vidro bioativo/calcium sodium phosphosilicate – NovaMin) libera cálcio, fosfato e sódio, eleva o pH local e forma uma camada de hidroxiapatita carbonatada que fecha os túbulos dentinários de modo rápido e duradouro. Ensaios clínicos randomizados e revisões (Cochrane; ADA/CSA) demonstram redução clinicamente significativa da dor em curto e médio prazos, sendo opção recomendada em dentifrícios e pastas profissionais para hipersensibilidade. Referências: ADA Council on Scientific Affairs; Cochrane reviews sobre dessensibilizantes; Orchardson & Gillam (J Dent, 2006); UpToDate (Dentin hypersensitivity).

Análise das incorretas

A — Polivinilpirrolidona (PVP): polímero veiculante/estabilizante em enxaguatórios e géis. Não possui ação dessensibilizante reconhecida nem mecanismo para ocluir túbulos ou modular fibras nervosas. Não é recomendado por diretrizes para hipersensibilidade.

B — Clorexidina: agente antisséptico para controle de biofilme. Não há evidência robusta de benefício direto na hipersensibilidade; pode causar manchamento e alteração de paladar. Diretrizes (ADA, EFP) não a indicam para dessensibilização.

C — “Diamino fluoreto de sódio”: termo impróprio. O composto consagrado é o diamino fluoreto de prata (SDF), indicado principalmente para arresto de cárie. Embora alguns estudos apontem redução transitória de sensibilidade em raízes expostas, não é terapia de primeira linha para hipersensibilidade em diretrizes; além disso, a forma “de sódio” não é padronizada na literatura.

D — Própolis: fitoterápico com variabilidade composicional. Evidência limitada e heterogênea para hipersensibilidade, sem suporte consistente de revisões sistemáticas ou recomendações formais. Não integra protocolos de escolha.

Estratégia de prova: para hipersensibilidade, priorize materiais com oclusão tubular comprovada: biossilicato de cálcio, arginina+carbonato de cálcio, fluoreto estanhoso, oxalatos, vernizes fluoretados, resinas/adesivos e eventualmente laser. Desconfie de agentes antissépticos ou veiculantes sem mecanismo hidrodinâmico claro.

Resumo decisório: o único material da lista com evidência clínica consistente e mecanismo específico para hipersensibilidade é o biossilicato de cálcio (E).

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