Paciente apresentando aumento de volume endurecido, apagame...

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Q3510677 Odontologia
Paciente apresentando aumento de volume endurecido, apagamento do sulco nasolabial e edema no ângulo medial do olho, associado a histórico prévio de odontalgia severa, febre e inapetência. Frente ao quadro infeccioso descrito, qual espaço facial primário deve ser acessado para realização de drenagem do abscesso dento-alveolar descrito?
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Tema central: disseminação de infecções odontogênicas pelos espaços fasciais primários e identificação clínica do espaço acometido para drenagem adequada.

Alternativa correta: D – Espaço canino.

Justificativa clínica: O quadro descreve apagamento do sulco nasolabial, edema no ângulo medial do olho (região infraorbital/medial) e aumento de volume endurecido em paciente com odontalgia, febre e inapetência – sinais clássicos de infecção do espaço canino (fossa canina). Este espaço localiza-se entre os músculos levator labii superioris e levator anguli oris. Infecções de canino superior (e às vezes pré-molares) cujo ápice está acima da inserção muscular tendem a perfurar a cortical vestibular e disseminar-se para esse espaço, produzindo obliteração do sulco nasolabial e edema infraorbital. Há risco de propagação via veia angular/facial para órbita e seio cavernoso.

Conduta resumida (pré-clínica/cirúrgica):

  • Drenagem por via intraoral no fundo de vestíbulo superior, sobre a fossa canina, com dissecção romba e colocação de dreno; evitar estruturas vasculares da região do canto medial do olho.
  • Controle do foco: tratamento endodôntico ou exodontia do dente causal.
  • Antibioticoterapia quando houver sinais sistêmicos/celulite: amoxicilina-clavulanato; alternativa em alergia: clindamicina (cobertura aeróbios/anaeróbios). Analgesia e suporte.
  • Alerta: sinais oculares importantes, toxemia ou falha terapêutica → TC de face/pescoço e avaliação hospitalar pelo risco orbitário/cavernoso.

Por que as demais estão incorretas?

  • A) Infratemporal: usualmente secundário a terceiros molares superiores; cursa com trismo acentuado, dor profunda e edema temporal, não com apagamento do sulco nasolabial e edema infraorbital.
  • B) Facial: “facial” é termo genérico, não corresponde a um espaço anatômico específico de drenagem. A prova busca o nome do espaço preciso.
  • C) Bucal e E) Jugal (sinônimos): envolvem o espaço entre o buccinator e o subcutâneo da bochecha, com aumento volumétrico da face lateral (“bochecha globosa”). O sulco nasolabial costuma estar preservado; não é típico o edema no canto medial do olho.

Estratégia para a prova (pegadinhas): memorize a tríade “apagamento do sulco nasolabial + edema infraorbital/ângulo medial” → espaço canino. “Bochecha volumosa” → espaço bucal/jugal. “Trismo severo” após molares superiores → infratemporal.

Referências essenciais: Hupp JR et al. Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery; Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; UpToDate – Odontogenic infections of the head and neck.

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