Paciente apresentando aumento de volume endurecido, apagame...
Gabarito comentado
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Tema central: disseminação de infecções odontogênicas pelos espaços fasciais primários e identificação clínica do espaço acometido para drenagem adequada.
Alternativa correta: D – Espaço canino.
Justificativa clínica: O quadro descreve apagamento do sulco nasolabial, edema no ângulo medial do olho (região infraorbital/medial) e aumento de volume endurecido em paciente com odontalgia, febre e inapetência – sinais clássicos de infecção do espaço canino (fossa canina). Este espaço localiza-se entre os músculos levator labii superioris e levator anguli oris. Infecções de canino superior (e às vezes pré-molares) cujo ápice está acima da inserção muscular tendem a perfurar a cortical vestibular e disseminar-se para esse espaço, produzindo obliteração do sulco nasolabial e edema infraorbital. Há risco de propagação via veia angular/facial para órbita e seio cavernoso.
Conduta resumida (pré-clínica/cirúrgica):
- Drenagem por via intraoral no fundo de vestíbulo superior, sobre a fossa canina, com dissecção romba e colocação de dreno; evitar estruturas vasculares da região do canto medial do olho.
- Controle do foco: tratamento endodôntico ou exodontia do dente causal.
- Antibioticoterapia quando houver sinais sistêmicos/celulite: amoxicilina-clavulanato; alternativa em alergia: clindamicina (cobertura aeróbios/anaeróbios). Analgesia e suporte.
- Alerta: sinais oculares importantes, toxemia ou falha terapêutica → TC de face/pescoço e avaliação hospitalar pelo risco orbitário/cavernoso.
Por que as demais estão incorretas?
- A) Infratemporal: usualmente secundário a terceiros molares superiores; cursa com trismo acentuado, dor profunda e edema temporal, não com apagamento do sulco nasolabial e edema infraorbital.
- B) Facial: “facial” é termo genérico, não corresponde a um espaço anatômico específico de drenagem. A prova busca o nome do espaço preciso.
- C) Bucal e E) Jugal (sinônimos): envolvem o espaço entre o buccinator e o subcutâneo da bochecha, com aumento volumétrico da face lateral (“bochecha globosa”). O sulco nasolabial costuma estar preservado; não é típico o edema no canto medial do olho.
Estratégia para a prova (pegadinhas): memorize a tríade “apagamento do sulco nasolabial + edema infraorbital/ângulo medial” → espaço canino. “Bochecha volumosa” → espaço bucal/jugal. “Trismo severo” após molares superiores → infratemporal.
Referências essenciais: Hupp JR et al. Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery; Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; UpToDate – Odontogenic infections of the head and neck.
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