Paciente sexo feminino, 63 anos, menopausa aos 50 anos, IMC...

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Q4194771 Medicina
Paciente sexo feminino, 63 anos, menopausa aos 50 anos, IMC = 20 kg/m2 , tabagista prévia, refere uso intermitente de glicocorticoide e mãe com fratura de quadril aos 78 anos. Densitometria óssea atual: colo de fêmur T-score = –1,8 e coluna lombar T-score = -2,1. FRAX com DMO fratura maior: 22% e Fratura de quadril: 4,5%.
Em relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pela diretriz AACE/ACE 2020, mulher na pós-menopausa com T-score entre -1,0 e -2,5 tem indicação de tratamento farmacológico quando o FRAX em 10 anos for >=20% para fratura maior ou >=3% para quadril; nesta paciente, os T-scores de -1,8 e -2,1 caracterizam osteopenia, mas o FRAX de 22% para fratura maior e 4,5% para quadril ultrapassa o limiar de intervenção, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Osteopenia com FRAX elevado
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o FRAX não está abaixo do limiar de intervenção. Pelo contrário: fratura maior de 22% e quadril de 4,5% ultrapassam os pontos de corte usados para indicar tratamento farmacológico em pacientes com osteopenia. Portanto, não cabe apenas medida não farmacológica e reavaliação.
B
Errada
Está errada porque afirma osteoporose confirmada pela densitometria, e isso não ocorre aqui. Osteoporose densitométrica exige T-score <= -2,5 em sítio válido; a paciente tem -1,8 no colo do fêmur e -2,1 na coluna lombar, o que caracteriza osteopenia. Embora um bisfosfonato oral possa ser plausível como classe terapêutica, a alternativa erra no fundamento diagnóstico que usa para indicar tratamento.
C
Errada
Está errada porque o enunciado não sustenta de forma inequívoca a categoria de muito alto risco nem impõe denosumabe como escolha obrigatória. A base destaca que muito alto risco costuma envolver critérios adicionais, como fratura recente, múltiplas fraturas, T-score muito baixo ou contexto clínico mais grave, o que não foi demonstrado. O caso sustenta alto risco com indicação de antirreabsortivo, não a obrigatoriedade de denosumabe.
D
Certa
A alternativa D acerta os dois pontos decisivos do caso. Primeiro, a densitometria não mostra osteoporose, porque os T-scores estão entre -1,0 e -2,5, definindo osteopenia. Segundo, apesar disso, há indicação de tratamento farmacológico porque o FRAX está acima dos limiares terapêuticos descritos na diretriz AACE/ACE 2020: 22% para fratura osteoporótica maior e 4,5% para fratura de quadril. Nesse contexto, a paciente é de alto risco para fratura, e antirreabsortivos são adequados.
E
Errada
Está errada porque cálcio e vitamina D isoladamente não bastam quando o FRAX já está acima do limiar de intervenção farmacológica. A paciente tem risco absoluto elevado de fratura e necessita tratamento antifratura. Além disso, a base afirma que densitometria a cada 6 meses não é acompanhamento de rotina habitual.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre osteopenia e ausência de tratamento: o T-score não fecha osteoporose densitométrica, mas o FRAX acima do limiar terapêutico indica tratar. Outra armadilha é aceitar uma droga plausível com justificativa diagnóstica errada.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro classifique a densitometria: T-score entre -1,0 e -2,5 é osteopenia; <= -2,5 é osteoporose densitométrica.
  • Em osteopenia, não pare na DMO: confira se o FRAX atinge os limiares de intervenção farmacológica.
  • Não transforme automaticamente FRAX elevado em muito alto risco; verifique se há critérios adicionais no caso.
  • Se a alternativa trouxer medicação plausível, confirme se o diagnóstico e a estratificação de risco usados para justificá-la estão corretos.

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