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Q2219991 Medicina
Mulher de 45 anos é avaliada em consulta após ter sido encontrado um tumor hipofisário, incidentalmente, quando realizou uma tomografia de crânio após queda da própria altura (trauma leve). O exame evidenciou um tumor hipofisário de 8 mm, sem compressão do quiasma óptico. Ela tem estado bem, com períodos menstruais normais e sem sintomas sugestivos de um distúrbio endócrino. Ela não toma remédios. Os sinais vitais e o restante do exame físico são normais. A avaliação laboratorial revela níveis normais de cortisol sérico às 8 h, do hormônio estimulante da tireoide e da tiroxina livre.
Nesse momento, a conduta inicial correta é solicitar
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Tema central: Trata-se de uma abordagem de incidentaloma hipofisário, isto é, uma lesão em hipófise detectada de forma incidental – sem quadro clínico sugestivo – durante exames feitos por outro motivo (neste caso, após traumatismo craniano leve).

Segundo as Diretrizes da Endocrine Society e principais consensos mundiais, sempre que um adenoma hipofisário for identificado incidentalmente, mesmo sem sintomas, é obrigatória a avaliação laboratorial para investigar hipersecreções hormonais que podem ser subclínicas.

Justificativa da alternativa correta (C):

A alternativa C propõe solicitar fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) e prolactina. A dosagem de prolactina detecta prolactinomas, comuns em incidentalomas, frequentemente assintomáticos. Já o IGF-1 rastreia acromegalia, que também pode cursar sem sintomas evidentes. Tal abordagem está totalmente alinhada às recomendações internacionais e nacionais, por exemplo:

“Deve-se realizar rastreamento para hipertireoidismo, hipocortisolismo, hipogonadismo, acromegalia e hiperprolactinemia em todos os pacientes com incidentaloma hipofisário.” (Endocrine Society, 2011, p. 13)

Análise das alternativas incorretas:

  • A) FSH e LH: Embora relevantes para avaliação gonadal, não são prioritários sem sintomas de disfunção, pois a paciente mantém ciclos menstruais normais.
  • B) Arginina vasopressina e osmolalidade sérica: Avaliam distúrbios do equilíbrio hídrico, não cabendo para screening inicial de incidentaloma hipofisário.
  • D) Cortisol urinário de 24 horas: Exame útil para síndrome de Cushing, entretanto não é recomendado universalmente para screening em todos os incidentalomas, sobretudo sem clínicas sugestivas.
  • E) Ocitocina e ACTH: A dosagem de ocitocina não faz parte do protocolo inicial; ACTH isoladamente não é determinante sem indícios de insuficiência/síndrome de Cushing.

Estratégia de prova: Fique atento a palavras-chave como "avaliar incidentaloma hipofisário assintomático", pois direcionam para exames de rastreio hormonal basal, não para testes específicos ou diagnósticos tardios. Evite alternativas que se afastem das recomendações padronizadas.

Resumo Final: A conduta inicial, respaldada por diretrizes internacionais e obras de referência (Ex: Harrison’s Internal Medicine), é solicitar prolactina e IGF-1 para todos incidentalomas, visando diagnóstico precoce de hipersecreções, mesmo em pacientes sem sintomas.

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A resposta correta é a alternativa C: fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 e prolactina. Dado que o tumor hipofisário foi encontrado incidentalmente e a paciente não apresenta sintomas de distúrbio endócrino ou compressão do quiasma óptico, a conduta adequada é investigar os hormônios mais comumente afetados por adenomas hipofisários, que são o fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) e a prolactina. Os adenomas hipofisários são tumores benignos que podem produzir excesso desses hormônios. O IGF-1 é produzido em resposta ao hormônio de crescimento e pode levar a sintomas de acromegalia, enquanto altos níveis de prolactina podem resultar em disfunção sexual e infertilidade. Portanto, monitorar os níveis destes hormônios é a abordagem inicial apropriada.

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