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Q2219978 Medicina

Homem de 75 anos apresenta retorno da circulação espontânea (ROSC) após 2 minutos de fibrilação ventricular e desfibrilação bem-sucedida. O paciente não responde a estímulos verbais ou dolorosos. Nesse momento, o paciente está intubado, em ventilação mecânica e com acesso venoso periférico. Os sinais vitais são: pressão arterial: 130 x 70 mmHg; frequência cardíaca: 120 bpm; frequência respiratória: 12 rpm; temperatura: 36 ºC; saturação arterial de oxigênio: 97%.



A próxima conduta recomendada é:

Alternativas

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Tema central: Após uma parada cardiorrespiratória (PCR), o manejo pós-ressuscitação imediato visa não só estabilizar o paciente, mas também identificar prontamente a causa da PCR e direcionar o tratamento, minimizando o risco de novas paradas e sequelas graves.

Justificativa da alternativa correta (C – realizar um eletrocardiograma):
Segundo a “Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da SBC – 2019”, um dos primeiros passos após a circulação espontânea é realizar ECG de 12 derivações. Isso é crucial porque causas cardíacas, em especial o infarto agudo do miocárdio (IAM), são responsáveis por grande parte das PCRs em adultos. O ECG pode mostrar infarto, isquemia, arritmias ou outras lesões que exigem intervenção imediata, orientando condutas como angioplastia ou uso de antiarrítmicos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Solicitar radiografia de tórax: Não é a prioridade nesse contexto. O RX é útil posteriormente, principalmente para avaliar posicionamento de tubos e presença de complicações pulmonares, mas não identifica causas arrítmicas nem isquêmicas logo após PCR.

B) Solicitar eletroencefalograma: O EEG é indicado para investigação de atividade cerebral em coma prolongado ou suspeita de crises convulsivas, mas não para avaliação inicial do paciente pós-ressuscitação.

D) Realizar exame neurológico completo: O paciente está sem resposta aos estímulos. Nessa situação, o exame neurológico será limitado e sua prioridade é a avaliação e estabilização das causas cardíacas da PCR, seguindo o protocolo ABCDE.

E) Solicitar tomografia de crânio: Indicada se há suspeita de causa neurológica (ex: AVE) ou trauma, o que não é descrito no caso. Logo, não é exame de escolha na abordagem inicial de PCR em ritmo chocável com recuperação hemodinâmica.

Pontos-chave e estratégias para concursos: Diante do cenário de ROSC (retorno da circulação espontânea) após desfibrilação, o ECG é sempre a conduta prioritária para investigar causas cardíacas. Atenção para armadilhas: exames de imagem ou avaliação neurológica profunda só vêm após estabilização e afastamento de causas cardíacas. Mantenha o foco no fundamento das diretrizes oficiais e sequenciamento lógico de condutas.

Evidências e protocolos: Conforme recomenda a SBC (2019), página 451: “Realizar eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações...” A conduta segue também a orientação do Advanced Cardiac Life Support (ACLS) e os ensinamentos de obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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Comentários

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O paciente em questão acabou de passar por um episódio de fibrilação ventricular, um tipo de arritmia cardíaca, e teve sucesso em retomar a circulação normal do sangue após a desfibrilação. Apesar disso, ele ainda está inconsciente, o que poderia indicar que o coração ainda não está funcionando de maneira totalmente adequada. Portanto, a próxima etapa mais lógica seria realizar um eletrocardiograma (alternativa C). O eletrocardiograma é uma ferramenta útil para verificar o ritmo e a função do coração, permitindo detectar se o paciente ainda está sofrendo de arritmias ou se pode haver danos no músculo cardíaco. As outras opções, como radiografia de tórax, eletroencefalograma, exame neurológico completo e tomografia de crânio, embora possam ter sua utilidade em outros contextos, não são a prioridade imediata neste caso, em que o principal problema do paciente está relacionado ao coração.

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