Homem de 38 anos, tabagismo de cerca de 20 maços-ano, é aval...
Além de parar de fumar, a conduta mais adequada é:
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Tema central: Nesta questão, abordamos o manejo inicial de um paciente adulto com sinais clínicos, funcionais e radiológicos compatíveis com fibrose pulmonar idiopática (FPI). A Fibrose Pulmonar Idiopática é a doença pulmonar intersticial mais comum em adultos, progressiva e sem causa aparente.
Análise clínica e diagnóstica: O paciente apresenta dispneia crônica, tosse seca, fatores de risco (tabagismo), crepitações bibasais e exames indicando padrão restritivo (CVF reduzido, VEF1/CVF normal, DLCO diminuída). Os achados de radiografia e TC de tórax – infiltrados reticulares e vidro fosco nos lobos inferiores – reforçam o diagnóstico de FPI. Segundo as “Diretrizes brasileiras para o tratamento farmacológico da FPI” (SBPT, 2020): “O diagnóstico pode ser feito com base em quadro clínico típico e achados de TCAR, sem necessidade de biópsia quando esses são claros.”
Justificativa para a alternativa correta (D): O acompanhamento clínico com observação é recomendado como primeira conduta, especialmente em quadros estáveis e função pulmonar relativamente preservada. O paciente já teve diagnóstico sugerido e apresenta o fator de risco (tabagismo), onde cessar o tabaco é prioritário. A conduta expectante permite avaliar a progressão antes de iniciar medicações antifibróticas, que são reservadas para casos progressivos. De acordo com o protocolo da SBPT, “o tratamento farmacológico deve ser considerado individualmente após avaliação de risco-benefício.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Glicocorticoide oral: Não é mais indicado em FPI, pois evidências mostraram ausência de benefício e alto risco de efeitos adversos.
B) Pirfenidona: Embora seja antifibrótico aprovado para FPI progressiva, sua introdução deve ser individualizada; não é conduta inicial em todos os casos, especialmente nos estáveis.
C) Metotrexato: Não tem indicação para FPI, podendo, inclusive, causar doença pulmonar intersticial medicamentosa.
E) Biópsia transbrônquica: Geralmente desnecessária em quadros com clínica e TCAR típicas.
Ponto de atenção: Atenção à elegibilidade e critério para inicio de terapias antifibróticas: em muitos concursos, há pegadinha para indicar tratamento farmacológico ao invés de acompanhamento clínico, mesmo em casos estáveis.
Resumo final: O manejo inicial da FPI identificada clinicamente e radiologicamente é cessação do tabagismo e seguimento clínico regular. Diretrizes reforçam acompanhamento e individualização do tratamento.
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