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Q2219973 Medicina
Mulher de 65 anos é encaminhada ao pronto-socorro (PS) após detecção de pressão arterial (PA) elevada durante um procedimento odontológico de rotina. Ela nega queixas agudas, no entanto, refere dores de cabeça crônicas de baixo grau e episódios de visão embaçada intermitentes. De nota, a paciente refere que algumas vezes já teve medidas anteriores de PA levemente elevada, embora nunca tenha sido formalmente diagnosticada como hipertensa. Nesse momento, a PA é de 177 x 99 mmHg e o exame físico e fundo de olho são normais.
No PS, a conduta recomendada é:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda o manejo da pressão arterial elevada em ambiente de emergência, com ênfase na conduta frente a uma urgência hipertensiva (PA ≥ 180/120 mmHg, sem lesão aguda de órgão-alvo).

Justificativa da alternativa correta (A): Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, no Capítulo 13 – Crise Hipertensiva:

"Em pacientes assintomáticos com elevação da PA, sem lesão de órgão-alvo, não há necessidade de redução imediata da PA no departamento de emergência. Esses pacientes podem ser encaminhados para acompanhamento ambulatorial."

A paciente não apresenta sintomas graves nem sinais de lesão de órgão-alvo (fundoscopia e exame físico normais) e sua PA, embora elevada, não configura emergência hipertensiva. Portanto, dar alta e agendar consulta na UBS é seguro e indicado. Assim, a alternativa A está correta.

Análise das alternativas incorretas:

B) Internação e investigar hipertensão secundária: Internação só é indicada em emergências hipertensivas com lesão de órgão-alvo, o que não ocorre aqui. Investigação de secundarismo é ambulatorial.
C) Iniciar enalapril e encaminhar para seguimento: Não se inicia tratamento anti-hipertensivo em pronto-socorro sem confirmação diagnóstica e avaliação completa, salvo urgência documentada.
D) Prescrever captopril e reduzir a PA antes da alta: Reduções rápidas de PA em pacientes assintomáticos não são recomendadas, pois podem causar hipoperfusão e eventos isquêmicos.
E) Solicitar tomografia de crânio: Indicado apenas se houver sintomas neurológicos agudos, o que a paciente não apresenta.

Dicas para futuros concursos: Atenção aos termos-chave ("lesão de órgão-alvo", "assintomática", "conduta em urgência") e lembre-se que redução imediata da PA é reservada para emergências hipertensivas.

Referências:
- Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, Cap. 13
- UpToDate: "Evaluation and management of hypertensive urgency and emergency"
- Harrison’s Principles of Internal Medicine

Resumo final: O correto é orientar alta imediata e encaminhamento para seguimento. Não há necessidade de agir precipitadamente, priorize a segurança do paciente e siga as diretrizes.

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A questão apresenta um caso clínico de uma mulher de 65 anos com sintomas crônicos suaves de hipertensão arterial, que nunca teve um diagnóstico formal de hipertensão. Embora sua pressão arterial esteja elevada no momento, ela não apresenta sintomas agudos graves ou alterações no exame físico e fundoscópico. Nesse cenário, a opção A é a correta porque a paciente não apresenta um quadro de hipertensão aguda ou emergência hipertensiva que requer intervenção imediata. Assim, o recomendado é dar alta e agendar uma consulta em uma unidade básica de saúde para um acompanhamento mais detalhado e uma avaliação contínua de sua pressão arterial. As outras opções não são adequadas neste momento, pois envolvem intervenções mais intensivas que seriam mais apropriadas para um quadro de hipertensão mais grave ou sintomático.

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