Mulher de 35 anos é avaliada por tosse e sibilos, ocorrendo ...
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Comentário da Questão:
Tema central: O caso aborda o manejo farmacológico da asma persistente em um adulto jovem, com piora do controle clínico dos sintomas.
Análise Clínica e Interpretação: Paciente de 35 anos, asmática, refere sintomas frequentes (tosse e sibilos) várias vezes por semana e despertares noturnos por sintomas no último mês. Faz uso regular de corticosteroide inalatório (budesonida) e recorre ao salbutamol (β₂-agonista de curta duração) cerca de cinco vezes/semana.
Essa frequência de sintomas e o uso repetido de β₂-agonista indicam asma não controlada com a terapia atual.
Justificativa da Alternativa Correta (D – Salmeterol):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Asma do Ministério da Saúde (2021):
“Pacientes que permanecem sintomáticos com corticosteróide inalatório em baixa dose devem ter um β₂-agonista de longa duração associado…”.
O salmeterol é um β₂-agonista de longa duração (LABA), e sua associação com corticosteroide inalatório é a conduta padrão para pacientes com sintomas persistentes, proporcionando melhor controle da asma e redução das exacerbações, como mostram revisões do UpToDate e diretrizes da GINA.
Análise das Alternativas Incorretas:
- A) Bamifilina: Metilxantina, não faz parte do tratamento de primeira linha. Possui mais efeitos colaterais e menor eficácia que LABAs.
- B) Prednisona: Corticoide sistêmico, usado para episódios agudos graves ou exacerbações, não para manutenção.
- C) Tiotrópio: Anticolinérgico de longa duração, reservado para casos específicos de asma grave ou comorbidade DPOC, não indicado neste cenário.
- E) Azitromicina: Antibiótico, não é usado na manutenção nem há sinais de infecção nessa paciente.
Dicas para Prova:
Fique atento a palavras-chave no enunciado (“persistente”, “sintomas várias vezes/semana”, “uso frequente de SABA”). Lembre-se: a manutenção da asma prioriza primeiro aumentar o tratamento inalatório antes de recorrer a medicamentos sistêmicos. Confirme sempre os critérios de controle pela frequência de sintomas e pelo uso de SABA.
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