Homem de 44 anos se apresenta na unidade de saúde após ter ...
Nesse paciente, a conduta correta é:
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Tema central: Estratificação de risco e conduta frente à dor torácica com exames iniciais normais. Essa situação é comum nas emergências, e exige entendimento do manejo seguro de dor torácica atípica em pacientes de baixo risco.
Justificativa da alternativa correta (A): O paciente é jovem, sem fatores de risco cardiovascular, teve dor torácica curta, em pontada, sem irradiação ou sintomas de alarme, com ECG normal e troponina ultrassensível muito abaixo do limite de normalidade já 3 horas após o episódio.
Segundo a “Diretriz Brasileira de Dor Torácica na Emergência (SBC 2025)”, em locais com troponina ultrassensível, recomenda-se coleta na chegada e após 1-3h. Se o paciente permanece assintomático e ambos os resultados estão abaixo do percentil 99, pode ser considerado de baixo risco. Assim, está indicado alta com seguimento ambulatorial, pois o risco de evento cardiovascular nas próximas semanas é mínimo.
Análise das alternativas incorretas:
B) Teste ergométrico: Não indicado em emergência para ‘descartar infarto’ quando exames laboratoriais e ECG são normais e paciente apresenta estabilidade clínica. Pode gerar resultados falso-positivos em dor não cardíaca.
C) Solicitar troponinas com 6h e 12h: Excesso de investigação. Os protocolos atuais preconizam repetição apenas em casos de sintomas persistentes, alteração inicial de troponina ou risco moderado/alto.
D) Angiografia computadorizada de coronárias: Invasivo, reservado para pacientes de risco moderado/alto ou com testes não invasivos suspeitos. Não está indicado no contexto descrito.
E) Ecocardiografia de estresse: Exame sofisticado, restrito à investigação complementar após avaliação ambulatorial ou necessidade de estratificação em pacientes com risco intermediário.
Estratégias de prova: Atenção à descrição detalhada dos sintomas e aos resultados do ECG/troponina. Pegadinha comum é induzir investigação exagerada; lembre-se de valorizar os protocolos! Como diz o PCDT de Síndrome Coronariana Aguda (Ministério da Saúde, p. 3): “Na ausência de alterações clínicas, ECG ou enzimas, está indicada alta ambulatorial.”
Resumo: Exames e clínica apontam baixo risco. Alta ambulatorial é a conduta respaldada pelas diretrizes.
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