Constitui uma das causas metabólicas mais comuns de crise c...

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Q2219962 Medicina
Constitui uma das causas metabólicas mais comuns de crise convulsiva:
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Tema central: A questão aborda crises convulsivas de origem metabólica, um tema recorrente em provas para Médico clínico. O conhecimento das principais causas metabólicas de convulsão é essencial na abordagem diagnóstica e terapêutica, pois muitas vezes a intervenção precoce pode evitar desfechos graves.

Justificativa da alternativa correta (E - Hipoglicemia):
A hipoglicemia constitui uma das causas metabólicas mais frequentes de crises convulsivas. A glicose é o substrato energético fundamental para o funcionamento cerebral; quando ocorre uma queda significativa de sua concentração plasmática, as células nervosas ficam incapazes de manter sua atividade elétrica normal. Isso pode precipitar manifestações neurológicas agudas, como confusão, letargia, alteração do nível de consciência e, notadamente, crises convulsivas.
Segundo o PCDT Hipoglicemia Grave no Adulto do Ministério da Saúde: “A energia neural depende quase exclusivamente da glicose, e a hipoglicemia pode precipitar quadros convulsivos e coma”. Diretrizes internacionais, como o UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine, também reforçam essa associação. Portanto, diante de um quadro convulsivo, a dosagem de glicemia deve estar entre as primeiras medidas propedêuticas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Hiperglicemia: Apesar de quadros graves como o estado hiperosmolar e a cetoacidose diabética poderem alterar a consciência, a convulsão não é manifestação típica da hiperglicemia aguda.

B) Hipercalcemia: Sua apresentação neurológica inclui confusão, letargia e até coma em casos graves, mas convulsões são raras e não configuram sua principal manifestação.

C) Hipermagnesemia: O excesso de magnésio leva mais a depressão do sistema nervoso central (letargia, arreflexia) do que a hiperexcitabilidade ou crises convulsivas.

D) Hipocalcemia: Embora possa causar aumento da excitabilidade neuromuscular, manifestando-se por tetania e eventualmente por convulsões, é menos frequente como causa metabólica de crise convulsiva do que a hipoglicemia.

Dicas de prova:
Ao encontrar questões sobre causas metabólicas de crise convulsiva, foque em hipoglicemia e hipocalcemia como diagnósticos diferenciais principais – mas lembre-se: a hipoglicemia sempre ganha destaque pela maior frequência e reversibilidade, sendo considerada urgência médica.

Resumo: O reconhecimento da hipoglicemia como causa metabólica mais comum de crise convulsiva é sustentado por boa prática clínica e literatura de referência.

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A crise convulsiva é um distúrbio neurológico que pode ser desencadeado por várias condições. Entre as causas metabólicas, a hipoglicemia, ou seja, a baixa concentração de glicose no sangue, é uma das mais comuns. O cérebro depende da glicose para funcionar adequadamente e quando o nível de glicose no sangue cai muito, pode levar a uma disfunção cerebral que resulta em convulsões. As outras alternativas, hiperglicemia (alto nível de glicose no sangue), hipercalcemia (alto nível de cálcio), hipermagnesemia (alto nível de magnésio) e hipocalcemia (baixo nível de cálcio) também podem afetar o funcionamento do cérebro, mas são causas menos comuns de crises convulsivas. Portanto, a opção correta para a questão é a alternativa E - hipoglicemia.

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