Espremer espinhas na região da asa do nariz deve ser evitad...

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Q3511428 Odontologia
Espremer espinhas na região da asa do nariz deve ser evitado, uma vez que a infecção nessa região pode ser drenada, diretamente ou por meio de comunicações, para
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Tema central: disseminação venosa de infecções da face (região da “asa do nariz”) e risco de trombose do seio cavernoso. A face (especialmente o “triângulo de perigo”: nariz e lábio superior) possui veias sem válvulas que permitem refluxo para o crânio. Isso é crucial em Odontologia Pré-Clínica, pois manipulações ou compressões locais podem favorecer a propagação da infecção.

Alternativa correta (E): a drenagem venosa da asa do nariz acompanha a veia facial até a veia angular, que comunica-se com a veia oftálmica. Esta drena diretamente no seio cavernoso, localizado na fossa média do crânio. Como essas veias não têm válvulas, a pressão local (ex.: espremer espinhas) pode favorecer o fluxo retrógrado e disseminar bactérias, levando a celulite orbitária e trombose do seio cavernoso. Clinicamente, suspeitar diante de dor orbitária, edema palpebral, febre, oftalmoplegia e hipoestesia V1/V2. É uma emergência: antibiótico IV de amplo espectro e suporte (Moore; Gray’s; UpToDate – Cavernous sinus thrombosis).

Pegadinhas da prova: identificar a via venosa (e não arterial), lembrar da ausência de válvulas e localização por fossa craniana do seio cavernoso (fossa média). Termos próximos (veias emissárias/diploicas) costumam desviar.

Análise das incorretas:

A) Cita a artéria carótida interna: artérias não são via de drenagem infecciosa; além disso, a carótida não “leva ao” seio sigmoide. O seio sigmoide é venoso e situa-se na fossa posterior, sem relação com a propagação facial pelo sistema oftálmico.

B) As veias diploicas drenam o díploe dos ossos do crânio e se comunicam com seios durais como sagital e transverso. Não são a rota típica da asa do nariz. O seio esfenoparietal relaciona-se à asa do esfenóide e drena no cavernoso (fossa média), não na fossa posterior como enunciado indica, além de não ser a via primária dessa infecção.

C) A veia emissária mastoidea conecta veias extracranianas à região do seio sigmoide (fossa posterior), não ao seio petroso superior. Também não é rota da área nasal; está ligada à região mastoidea/occipital.

D) A veia vertebral e plexos vertebrais comunicam-se com o plexo basilar, mas não constituem via direta de infecções da asa do nariz para o cavernoso. Além disso, o seio cavernoso não fica na fossa anterior, e sim na fossa média.

Estratégia para acertar: ao ver “asa do nariz/espinha”, associe ao triângulo de perigo, lembre da sequência facial → angular → oftálmica → seio cavernoso e cheque a fossa craniana correta (média).

Referências essenciais: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Gray’s Anatomy; UpToDate: Cavernous sinus thrombosis (epidemiology, clinical features, diagnosis, and management).

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