Na abordagem diagnóstica do nódulo pulmonar solitário, qual...
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Tema central:
A questão aborda a abordagem diagnóstica do nódulo pulmonar solitário, uma alteração radiológica comum e de grande impacto para o rastreamento do câncer de pulmão, exigindo conhecimento das diretrizes sobre avaliação, acompanhamento e diferenciação entre nódulos benignos e malignos.
Justificativa da alternativa correta (B – Incorreta):
A alternativa B está INCORRETA porque afirma que nódulos de 5 mm dispensariam acompanhamento. Esta afirmação contradiz as diretrizes internacionais, como as do American College of Chest Physicians (ACCP) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), que orientam que nódulos menores que 6 mm devem sim ser acompanhados, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade, tabagismo).
Segundo o texto das diretrizes: “O acompanhamento por imagem deve ser considerado para nódulos de 5 mm, principalmente nos casos de risco aumentado para câncer.”
Análise das alternativas:
A) Correta. Nódulos benignos usualmente têm tempo de duplicação menor que 20 dias (indicando processo infeccioso ou inflamatório agudo) ou maior que 400 dias (característica de nódulo estável/benigno). Nódulos malignos tendem a duplicar entre 20 e 400 dias. Esses critérios são amplamente aceitos em manuais como o Harrison’s Principles of Internal Medicine.
C) Correta. Nódulos em vidro fosco podem representar hiperplasia adenomatosa atípica, considerada lesão benigna ou de potencial pré-maligno baixo. O reconhecimento da atenuação em vidro fosco é fundamental para classificar adequadamente esses nódulos.
D) Correta. Carcinoma bronquíoloalveolar (atualmente denominado adenocarcinoma in situ) frequentemente se apresenta como nódulo de atenuação em vidro fosco na tomografia. Este é um ponto-chave do diagnóstico, reconhecido nas diretrizes da SBPT (Seção: Nódulo pulmonar, 2020).
Dicas para prova:
Fique atento a termos absolutos como “não necessitam de acompanhamento”, pois, em Medicina, condutas rígidas sem considerar risco individual são geralmente erradas. Leia cuidadosamente as diretrizes e priorize sempre o rastreamento e acompanhamento de alterações pulmonares, mesmo que pequenas.
Conclusão:
A alternativa B é a incorreta porque contraria as melhores práticas baseadas em evidências e protocolos oficiais, que recomendam o acompanhamento de nódulos pulmonares de 5 mm em pacientes com risco aumentado.
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